A queda recorde das vendas do varejo brasileiro em abril pegou alguns investidores de surpresa. A retração em relação ao mês de março foi de 3% — o dobro da expectativa dos analistas. “O movimento era esperado, mas veio numa intensidade maior que a projetada. A queda pode ser creditada, em parte, à base alta de comparação, já que as vendas estavam bastante aquecidas devido aos incentivos econômicos realizados pelo governo”, diz André Perfeito, economista da corretora Gradual Investimentos. Segundo ele, a redução das vendas pode ter um impacto negativo nas ações de empresas varejistas, mas o dado não é de todo ruim. “Uma demanda mais contida reduz o risco de superaquecimento do país”, diz Perfeito.
fonte: Portal Exame

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