Ao mesmo tempo em que a Elektra, de Ricardo Salinas, dá sinais de que está
desligando as turbinas no Brasil, outra rede varejista mexicana faz o
caminho oposto. Até o fim de fevereiro, a Coppel vai apresentar
oficialmente seu projeto de entrada no país.
O investimento inicial será superior a R$ 120 milhões. As três primeiras
lojas vão ser abertas até abril. O mais provável é que todas fiquem na
Grande Curitiba. Uma delas, no centro da capital paranaense, terá quase
cinco mil metros quadrados. No ano passado, executivos da Coppel chegaram a
se reunir com o prefeito Beto Richa, quando manifestaram a intenção de se
instalar na cidade.
Desde já, o Paraná também sai na frente para receber o primeiro centro de
distribuição que a Coppel vai construir no Brasil, investimento estimado em
cerca de R$ 50 milhões.
Entre consultores, empresas de engenharia e escritórios de advocacia, o
grupo mexicano já teria contratado cerca de 20 empresas para dar suporte à
sua entrada no mercado brasileiro.
A operação da Coppel no Brasil vai seguir um modelo similar ao usado no
México. O portfólio incluirá eletrodomésticos, móveis, artigos para o lar e
vestuário. As vendas serão focadas nas classes B, C e D. A partir de
Curitiba, a companhia pretende ampliar suas operações para outras
localidades da Região Sul, especialmente Porto Alegre. O próximo passo
deverá ser a Região Sudeste.
O plano de voo original previa uma atenção maior ao Nordeste, mas o
desembarque na região se dará de forma mais cautelosa. A mudança de rota se
deve à experiência da Elektra, maior concorrente da Coppel no México. A
empresa desembarcou no Nordeste brasileiro com o projeto de abrir 1,5 mil
lojas em cinco anos – 50 delas até o fim de 2009. Até o momento, no entanto,
inaugurou apenas 18 pontos de venda no país.
Escaldada pelo tropeço da Elektra, a Coppel quer escapar da concorrência com
as pequenas redes regionais, bastante tradicionais no Nordeste. Por ora,
também não é o momento de se confrontar com as grandes redes nacionais que
vêm aumentando seus investimentos na região, caso, principalmente, da
dobradinha Ponto Frio/Casas Bahia.
Fonte: Cidade Biz
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