Jun 18th, 2009
Brasil é o 8º melhor país para o varejo
Setor de vestuário tem melhores oportunidades, mostra estudo. O Brasil ocupa a 8ª posição no ranking global de oportunidade de investimento
para empresas de varejo e é o primeiro do mundo em atratividade no setor de
vestuário, segundo pesquisa da consultoria A.T. Kearney, divulgada ontem. O
levantamento existe desde 2003, mas o Brasil só conseguiu entrar na lista
dos 30 países mais atraentes para investimento de varejo em 2005, ocupando o
29º lugar. No ano passado, o país estava na 9ª posição.Os 10 primeiros
colocados do ranking em 2009 são Índia, Rússia, China, Emirados Árabes
Unidos, Arábia Saudita, Vietnã, Chile, Brasil, Eslovênia e Malásia. Em 2008,
os quatro primeiros eram Vietnã, Índia, Rússia e China. Markus Stricker,
vice-presidente da A.T. Kearney, acredita que o Brasil não ficará entre os
três primeiros, uma vez que seu varejo já é mais consolidado que o de muitos
países, mas considera a posição ocupada pelo País extremamente
positiva.”Estar entre os três primeiros é improvável, mas, mesmo sendo um
mercado tão bem estruturado (com menos espaço para crescer por investimento
estrangeiro), ele está entre os 10 primeiros, e isso é importante”, disse
Stricker.Essa estrutura faz com que o Brasil viva uma segunda onda de
investimentos. Na primeira onda, grande parte dos imóveis nas grandes
cidades já foi comprada e associações entre grandes empresas - como a da
rede francesa Casino com a brasileira Pão de Açúcar - já foram feitas.Nesta
segunda onda, há oportunidades de investimento em outras cidades. Celso
Durazzo, diretor da consultoria, lembra que o estudo apurou que cerca de 20
cidades brasileiras têm mais de 1 milhão de habitantes, um ponto positivo
para o país. “Não existe mais oportunidade de investimento maciço no Brasil,
que estava no pico em 2007 e agora está na maturidade. Nessa maturidade é
hora de (as empresas estrangeiras de varejo) inovarem quando investirem
aqui”, disse.Além do vestuário, outras oportunidades no varejo do País são
os setores de eletrodomésticos e de alimentos e bebidas. O Brasil lidera o
ranking do vestuário por igualar-se a países desenvolvidos: 40% das vendas
de vestuário no País são feitas com cartão de crédito, patamar similar a de
Estados Unidos e Grã-Bretanha, e as duas principais redes do país, Riachuelo
e C&A, já emitiram mais cartões próprios de crédito que as operadoras Visa e
Mastercard.Outros pontos positivos são a população jovem, que consome muita
roupa - mais de 60% dos brasileiros estão abaixo dos 30 anos - e o gasto
médio com vestuário é de cerca de US$ 450 por ano, valor seis vezes superior
ao da China.Segundo Durazzo, a Índia liderou a pesquisa da A.T. Kearney
porque, com a crise global, os preços dos imóveis despencaram e os
varejistas locais se enfraqueceram, tornando-se alvos de aquisição em um
país com uma população consumidora bastante volumosa.
fonte: Jornal O Estado de S. Paulo
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