Fev 18th, 2009
Crescimento do E-commerce na classe C faz Ponto Frio e Casas Bahia desenvolverem novas estratégias
Que o comércio on-line está a todo vapor, todo muito sabe, mas o que antes
era privilégio de poucos, hoje quase todos têm acesso, inclusive os
consumidores da classe C, segmento de consumidores que ganhou
poder de compra recentemente e está começando a comprar pela internet. Mas,
assim como no varejo de concreto, este público tem um comportamento
diferente quando a compra é realizada no meio virtual.
A classe C é a que mais cresce entre os consumidores on-line. No
Pontofrio.com, inclusive, já há estratégias especificas para esse público,
como apresentação do produto em vídeo, em 3D, parcelamento maior e outras
vantagens para fidelizar o cliente. Os consumidores da classe C muitas
vezes não compram na primeira vez, são menos impulsivos e gostam de
pesquisar, afirma Patrick Scripilliti, Gerente de Marketing do
Pontofrio.com em entrevista para o Mundo do Marketing. Até o fim deste mês,
a rede de varejo ampliará o número de parcelas para as compras on-line, que
hoje estão em 12 parcelas, na média.
Se antes o jovem era quem comandava as vendas on-line, hoje essa faixa
etária mudou. Dados do Ibope mostram que no período entre julho de 2005 e
julho de 2006, dos brasileiros que fizeram compra pela Internet, apenas 19%
tinham entre 35 e 44 anos. O mesmo período foi analisado entre os anos de
2007 e 2008 onde esse percentual subiu para 28%.
Lojas virtuais populares
O comércio eletrônico vem crescendo, mas para atingir mais consumidores,
precisa conquistar a classe C. Prova disso é a Casas Bahia. No início deste
mês a empresa estreou sua loja virtual com um investimento de R$ 3,7
milhões. A expectativa é que a pontocom responda por 2% do faturamento total
da empresa. A Casas Bahia trouxe à tona essa questão das classes mais
baixas comprarem pelo computador e mostra a importância desse canal para as
empresas, afirma Rafael Lamardo, professor da pós-graduação em gestão
empresarial e inovação tecnológica da ESPM, em entrevista ao site.
Ainda de acordo com Lamardo, ano a ano as pessoas ficam cada vez mais
confiantes para comprar pela Internet. A popularização da banda larga e da
compra de computadores pela classe C mostra um processo natural de
amadurecimento do uso na rede para fazer comprar. Mas isso não quer dizer
necessariamente que essas pessoas se tornarão consumidores on-line de
imediato.
Para os clientes de baixa renda a compra é mais emotiva, torna-se quase um
evento. E na Internet a compra é mais racional e nem sempre a racionalidade
está associada ao produto e sim ao processo de compra. A rede vai passar a
ser um processo de compra sim pela classe C, mas isso levará um tempo. Achar
que as pessoas sairão comprando pela Internet é um equívoco, conclui o
professor Rafael Lamardo.
Preferências na Rede
Os produtos de informática já lideram o ranking de compras dessa fatia de
mercado. E as empresas que desejam atender a classe C de consumidores devem
adaptar-se aos novos hábitos, facilitando as compras de produtos que antes
não faziam parte do orçamento.
Para Daniele Daud, Diretora Executiva da QualiBest, as lojas de departamento
têm maior potencial com esse público na Internet. As magazines vendem de
tudo e os consumidores podem comparar os preços. Há uma melhor forma de
pagamento além da grande variedade de produtos, conclui em entrevista.
De acordo com dados referentes ao primeiro semestre de 2008 do e-bit,
instituto de pesquisa que monitora o e-commerce no Brasil, houve um
crescimento relevante. Em 2005, as vendas concentradas nas mãos de pessoas
com renda familiar de até R$ 3 mil representava 31%. Hoje esse número
cresceu para 35%. As classes D e E também apareceram no radar do comério
eletrônico. Em 2001 era 6% e atualmente corresponde a 8% das vendas.
fonte: Mundo do Marketing
QUER SABER MAIS SOBRE O VAREJO BRASILEIRO?
http://www.aprovare.com.br/
CLIQUE E CONHEÇA A APROVARE!
Enviar por e-mail | Hits para esta publicação: 469
Deixe uma resposta.
Você deve estar conectado para publicar um comentário.