Nov 28th, 2008
Operadoras e varejo de telefones móveis puxam freio de mão

Os últimos dias estão alterando as expectativas otimistas da indústria de
aparelhos celulares. Embora até sexta-feira passada nenhuma das grandes
fabricantes tenha aventado a possibilidade de reduzir a produção no Brasil,
uma vez que as encomendas das operadoras e do varejo mantivessem o mesmo
nível do começo do trimestre, a realidade começou a mudar.
Das três grandes operadoras - Vivo, TIM e Claro -, as duas primeiras
reduziram suas compras em cerca de 10% a 15% e somente a Claro aumentou,
conforme fonte ouvida pela Gazeta Mercantil, e que pediu para não ser
identificada.
Enquanto isso, importante cadeia de varejo informou à indústria que suas
vendas estavam correspondendo a 60% do total comercializado na mesma época
do ano passado.
É possível que o movimento tenha sido pura compensação, pois Vivo e TIM
haviam sido muito otimistas nas encomendas do fim do ano, enquanto a Claro
havia pisado no freio sob a luz das informações da crise mundial. “É
provável que a reação dos últimos dias seja só uma forma de equilibrar os
estoques e garantir abastecimento adequado, sem sobras”, afirmou o
executivo.
Dólar baixo não evitou
Por outro lado, o recuo das operadoras pegou os fabricantes de surpresa. O
fato de terem fixado o dólar em R$ 1,90 - numa atitude tomada pela Nokia e
seguida por todas as demais fabricantes para não perder mercado - prometia
segurar as vendas de fim de ano tão aquecidas como se imaginava antes da
crise financeira mundial ter mostrado o nível de sua agressividade. “Não
esperávamos essa redução logo agora”, disse a fonte da indústria.
Natal seletivo
Outro fator de surpresa para os fabricantes de celulares decorre da previsão
de que haveria substituição de bens adquiridos no Natal.
“Ao invés de comprar eletroeletrônicos mais caros, como TV de plasma e LCD,
os consumidores tenderiam a gastar menos comprando telefones celulares que
também estão incluídos em objetos do desejo mas podem ser encontrados por
valores mais baixos”, disse a fonte referindo-se a aparelhos de R$ 500, R$
400 e até R$ 200 a unidade.
A percepção da indústria desde o início desta semana é de que nem o dólar
fixado nem a possível substituição de presentes mais caros pelos mais
baratos conseguiu segurar a diminuição de encomendas. Ela começou a
acontecer. E com isso as previsões iniciais de que este ano totalizaria
vendas de 50 milhões de celulares, devido à entrada da quarta operadora em
São Paulo, a Oi, e do aumento da competição entre elas, acabaram perdendo
sentido. As operadoras não querem divulgar nenhuma má previsão, mas a
indústria já considera que 47 milhões pode ser uma cifra mais exeqüível.
Fonte Gazeta Mercantil
QUER SABER MAIS SOBRE O VAREJO BRASILEIRO?
CLIQUE E CONHEÇA A APROVARE!
Enviar por e-mail | Hits para esta publicação: 132
Deixe uma resposta.
Você deve estar conectado para publicar um comentário.