Nov 17th, 2008
Gigantes do comércio seguram repasses

A crise financeira internacional, a valorização do dólar, o aumento dos
custos de importação, e mesmo a redução da liquidez nos mercados, que
comprometeu o crédito, ainda não foram suficientes para mudar os mecanismos
de negociação das gigantes do varejo. Esperançosos quanto às
vendas para o Natal, redes como Extra Eletro, Lojas Insinuante e Ricardo
Eletro mantêm firme sua postura de negociação e afirmam que não haverá
repasses de preços ao consumidor.
Segundo Marcelo Cavalieri Müller, gerente de linha branca do Extra Eletro
(Grupo Pão de Açúcar), a rede fechou suas compras para o Natal conforme o
planejando, no final de agosto. Eram momentos de clara bonança, o que
refletiu em um aumento no número de pedidos em relação ao ano anterior.
“Procuramos antecipar os pedidos para dar uma previsibilidade à indústria e
não haver falta de produto, até porque acreditamos que as vendas serão
boas.”
Apesar de os volumes estarem fechados, os contratos firmados com a indústria
prevêem algumas correções. “A cada mês podemos aumentar ou diminuir o número
de pedidos, dependendo do desempenho de cada linha”, disse Müller. Já quanto
aos preços, não têm negociação. “Fechamos volume e preços, não tem repasse.”
Müller admitiu que havia uma expectativa da indústria de linha de branca de
conseguir repassar os custos, devido ao aumento no preço do aço há cerca de
quatro meses, mas isso não se concretizou, ao menos no grande varejo.
A rede mineira Ricardo Eletro, por exemplo, faz compras mensais de
mercadorias, de modo a permitir o giro do estoque. “Essa é uma estratégia de
mercado e não tem a ver com a crise econômica atual”, afirmou a diretora de
compras e marketing, Sônia Trindade.
A baiana Lojas Insinuante, quarta maior rede de varejo do País, com 250
lojas e faturamento de R$ 1 bilhão, também manteve as programações firmadas
para o final de ano, porque têm boas expectativas em relação às vendas no
período natalino. “Esperamos um incremento de 10% a 13% de crescimento este
ano”, afirma o diretor comercial Rodolfo Ribeiro.
Segundo ele, as negociações com a indústria foram de conciliação. “Cada lado
baixou um pouco o resultado e assim conseguimos manter os preços de venda”,
disse. O objetivo da rede é manter os planos de pagamento em até 24 vezes
sem entrada com taxas de juros que variam de 3,9% e 6,9% ao mês de acordo
com o produto e a promoção, e sem juros em até 10 vezes nos cartões.
Fonte: Gazeta Mercantil
QUER SABER MAIS SOBRE O VAREJO BRASILEIRO?
CLIQUE E CONHEÇA A APROVARE!
Enviar por e-mail | Hits para esta publicação: 133
Deixe uma resposta.
Você deve estar conectado para publicar um comentário.