Arquivo de Outubro de 2008

Renner agora planeja abrir lojas e diversificar mix de produtos

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Depois de cancelar a compra da rede carioca Leader nesta semana, a gaúcha
Lojas Renner apresentou os resultados do terceiro trimestre aos analistas
nesta sexta-feira e informou que pretende manter a meta de abrir pelo menos
12 novas lojas em 2009. A idéia é privilegiar mercados maiores,
onde seja mais fácil diluir despesas. Além disso, a Renner estuda novas
alternativas de crescimento como voltar a vender artigos de cama, mesa e
banho, como já fez no passado e até mesmo desmembrar uma das marcas que
vende na Renner e transformá-la numa nova marca de varejo. “Temos capacidade
e recursos, até por não ter comprado a Leader, para expandir de várias
formas”, diz José Galló, presidente da empresa. “Ainda estamos digerindo a
situação da Leader, mas vamos pensar nas novas idéias quando debatermos o
orçamento”.
A Renner anunciou uma receita superior a 1,5 bilhão de reais nos primeiros
nove meses do ano, 17,7% superior ao mesmo período do ano anterior. O lucro
líquido obtido no acumulado do ano (janeiro a setembro) foi de 105,2
milhões, com alta de 13% sobre os 93,1 milhões de igual período de 2007. Mas
o lucro líquido de 31,51 milhões no terceiro trimestre de 2008 representa
uma queda de 12,7% em relação ao mesmo período de 2007. O aumento dos custos
e das despesas em ritmo superior ao das receitas foi a causa do recuo nos
ganhos da companhia. O cartão Renner foi responsável por 63,6% das vendas
realizadas nos nove primeiros meses e o ticket médio foi de 109,51 reais,
6,7% superior ao do mesmo período do ano passado.
Na conversa com os analistas, o presidente da empresa comentou que há 45
dias, a empresa está fazendo um esforço para reduzir custos, revisando
contratos com fornecedores e prestadores de serviços e suspendendo trabalhos
de consultorias preparando a empresa para os novos tempos. Apesar disso, a
empresa enxerga oportunidades na crise. “Com a queda nas vendas de
automóveis e eletroeletrônicos, o varejo de roupas pode sair fortalecido”,
diz Galló. Além disso, com as dificuldades das empresas pequenas e médias em
conseguir crédito, Galló acredita que as grandes redes terão maior poder de
barganha junto aos fornecedores.
A Renner tem atualmente 106 lojas em todas as regiões do país. Até o final
do ano estão previstas outras quatro inaugurações. A Renner vai terminar o
ano com 110 lojas.
fonte: Portal Exame
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Adicionar comentário 31 de Outubro de 2008 às 17:20 admin

Varejo pára negociação para evitar repasse da alta de preço

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O varejo de eletrodomésticos está com as negociações paralisadas com a
indústria devido às possibilidades de aumento dos preços dos produtos com
presença de componentes importados, com a variação cambial, e cujo aumento
pode não ser absorvido pelos consumidores, mais cautelosos neste final de
ano. Por isso, players como Casas Bahia, Ponto Frio, Magazine Luiza, Lojas
Colombo, Ricardo Eletro e Lojas Cem ameaçam suspender a compra dos
fornecedores que estiverem reajustando os preços em função da volatilidade
aguçada do dólar.A Lojas Colombo, formada por 371 lojas nas
Regiões Sul e Sudeste, disse ao DCI que, apesar de não ter recebido nova
tabela da indústria, “os fabricantes, principalmente os de itens de
informática, suspenderam as vendas ao varejo em função das oscilações do
dólar, pois os preços ficariam impraticáveis”. Segundo Adelino Colombo,
presidente da companhia, a alternativa encontrada pelos fornecedores é
esperar a situação se estabilizar e só depois ir à mesa de negociações com
redes varejistas. A última compra da rede gaúcha foi feita sem reajustes.
Apesar disso, a Colombo afirma ter produtos de informática em estoque e
esperar que as vendas da indústria de informática sejam retomadas a fim de
que a rede esteja abastecida para as vendas de fim de ano. Em relação aos
demais itens eletroeletrônicos, o dirigente disse que, por enquanto, não
falta nada. “Hoje, a situação econômica é mais preocupante, em virtude da
valorização do dólar frente ao real. Isso pode ter repercussão no varejo
pelo fato de a indústria de eletroeletrônicos depender de produtos e de
insumos importados”, avaliou Colombo.A projeção de vendas para o Natal deste
ano, por outro lado, não será afetada pela turbulência financeira
internacional, na opinião do executivo, para quem ainda é aguardada alta
real de 12% nas vendas em relação a 2007, quando a varejista obteve R$ 1,2
bilhão de faturamento. “O movimento dos mercados ainda não influenciou os
negócios da empresa, mas estamos cautelosos e atentos”, analisou o
empresário. Em 2009, o presidente espera alcançar receita de R$ 1,5 bilhão.
Na próxima segunda-feira, a Lojas Colombo começará a operar a rede
Bernasconi, de São José dos Campos (SP). A compra foi concluída em setembro,
o valor não foi revelado, e as 31 lojas continuarão a funcionar sob a mesma
marca.
Declínio
Alguns empresários do setor, como Luiza Helena Trajano, superintendente do
Magazine Luiza, acreditam que as vendas do setor poderão ser atrapalhadas
pelo do cenário mundial. Recentemente, em Fortaleza (CE), a comandante da
terceira maior rede de eletroeletrônicos e móveis do País declarou que “o
setor deve diminuir suas previsões de faturamento em até 12%”.Caso ocorra
queda nas vendas e parte dos produtos fique estocada, a expectativa é de que
o mês de janeiro seja repleto de liquidações. Caso contrário, se o Natal for
aquecido, como esperam os varejistas, poderá faltar itens nas prateleiras no
início do próximo ano.Por hora, a rede de Franca (SP) mantém a perspectiva
de aumento no faturamento em 2008 e a continuação do plano de inaugurar mais
30 lojas na Grande São Paulo até o final de 2009.De acordo com Luiza Helena
Trajano, o sucesso da varejista deve-se à rigidez no fluxo de caixa, tanto
que está otimista para o Natal, com previsão de acrescer em 30% as vendas,
se comparadas com o resultado do mesmo período do ano passado. Pelo menos,
este é o clima sentido em várias unidades do Magazine em São Paulo, onde os
funcionários estão empolgados com as metas. Entretanto, segundo apurou o
DCI, a rede tem enfrentado alguns problemas logísticos devido a uma falha no
sistema de informática do centro de distribuição de Louveira (SP), que
ocasionou atraso na entrega de mercadorias a uma parte dos clientes que
fizeram compras na semana da inauguração das lojas na capital paulista.
Questionado pela reportagem, o Magazine Luiza disse que não falaria sobre o
assunto, pois o executivo da área está há pouco tempo no cargo.
Alerta
Também nesta semana, Michael Klein, diretor executivo da Casas Bahia,
afirmou que a empresa está tomando providências para não ser surpreendida
pela crise. Uma delas é interromper temporariamente as compras dos
fornecedores que reajustarem os valores das mercadorias em função da alta do
dólar. “Deixamos de comprar dos fornecedores que estão subindo os preços. A
minha preocupação é com o poder aquisitivo da população”, revelou o
empresário da maior varejista do setor no País, que prevê faturar R$ 14
bilhões este ano. O executivo apontou de que os reajustes propostos por
algumas empresas são de 10% a 30%, dependendo do peso do componente
importado.
fonte: Jornal DCI, Comércio/SP

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Varejo terá 113 mil empregos temporários

emprego 0 - emprego 0
Historicamente a época do ano em que comércio e serviços mais recrutam
trabalhadores temporários, o Natal de 2008 deve gerar 8% mais vagas formais
que em 2007, chegando 113 mil postos de trabalho em todo o Brasil. O número,
que mostra o otimismo do setor com as vendas de final de ano, fazem parte de
estudo realizado pelo Instituto de Pesquisas Manager (Ipema) e
coordenado pelo Sindiprestem (Sindicato das Empresas de Prestação de Serviço
e Trabalho Temporário) e pela Asserttem (Associação Brasileira de Empresas
Terceirizáveis e Trabalho Temporário). No ano passado, as contratações
cresceram 16%, totalizando 105 mil vagas. “Foi um crescimento fora do
normal”, explica. Apesar de realizado no final de agosto, antes de se
iniciarem as turbulências nos mercados internacionais, a estimativa de
contratação não sofreu alteração na avaliação do diretor do Sindiprestem,
Vander Morales. “O apelo do Natal é forte”, afirma acrescentando ainda a
injeção do 13 salário na economia como outro fator que mantém inalterado o
cenário esperado para o varejo. Fiscais de loja, empacotadores, estoquistas,
analistas de crédito e operadores de telemarketing já começaram a ser
selecionados para trabalhar de novembro a janeiro no comércio de rua e de
shopping centers de todo o País. A região Sudeste lidera as contratações de
trabalhadores temporários, com 55,35% do total estimado para o País. Só o
Estado de São Paulo concentra 36,7 mil oportunidades, seguido de Minas
Gerais, com 14,03 mil. A região Sul ocupa a segunda posição com 20,34%. O
Nordeste segue em terceiro com 12,21%; o Centro-Oeste em quarto, com 8,08%,
seguido pela região Norte com 4,02%. Para atender ao aumento das vendas
típico dos últimos meses do ano, especialmente em dezembro, o Grupo Pão de
Açúcar, por exemplo, abriu 5 mil vagas temporárias. As vagas estão
distribuídas nos 14 estados e Distrito Federal, nas 575 lojas da companhia
Já no Brás, um dos maiores bairros de comércio popular de rua de São Paulo,
a expectativa é incrementar em 8% as vendas de final de ano. A região que
possui 6 mil lojas, espera receber 500 mil pessoas por dia a partir de
novembro. Para atender à demanda sazonal, a Associação de Lojistas do Brás
(Alobrás) estima que sejam abertas em média 3,5 mil vagas. Com faixa etária
predominante entre 18 e 24 anos, boa parte dos contratados - 29% - deverá
ter no trabalho temporário o primeiro emprego. Com direitos iguais a
qualquer celetista, a média de salário dos trabalhadores formais será de R$
665, segundo o estudo. A única dúvida, segundo Morales, fica por conta da
efetivação dos trabalhadores. No estudo, a estimativa das empresas era de
contratar 37% dos trabalhadores após o término do contrato temporário. No
ano passado, esse número era de 34%. “Com a turbulência da economia, não dá
para ter muita segurança sobre o que vai acontecer mais para frente”,
afirma.
Supermercados
Apesar da queda de 5,63% nas vendas de setembro na comparação com agosto, o
setor supermercadista mantém a previsão de um Natal positivo. A queda,
segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) é resultado de um
movimento normal do período. “Setembro tradicionalmente cai”, afirma o
presidente da entidade, Sussumu Honda. Além disso, explica o empresário, o
mês registrou um final de semana a menos que agosto, ajudando a levar para
baixo o resultado. Apesar disso, em relação a setembro de 2007, as vendas
dos supermercados subiram 5,53%. O acumulado do ano também se mantém em
alta, e registra crescimento de 8,93% até setembro. A entidade espera um
crescimento de 10% nas vendas de Natal em relação à data de 2007 e mantém em
8% a expectativa de crescimento para o ano. “O realizado é muito forte e as
vendas de Natal são cerca de 30% maiores que as de um mês normal do setor”,
diz. Segundo o empresário, na primeira quinzena de outubro as vendas do
setor mostraram-se boas. A partir da segunda quinzena, no entanto, já é
possível sentir uma retração no setor de não-alimentos, que representam
cerca de 35% do faturamento de hipermercados. “Para algumas redes, outubro
está crescendo, mas não atingindo as metas previstas”, diz Honda.
fonte: Jornal Gazeta Mercantil

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Vendas reais de supermercados caem 5,6% em setembro

secosemolhados 0 - secosemolhados 0
As vendas do setor supermercadista caíram 5,6% em setembro na comparação com agosto, segundo divulgou nesta
quarta-feira, 29, a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Em
relação a setembro do ano passado, porém, as vendas reais do setor
apresentaram crescimento de 5,5%. No acumulado de janeiro a setembro, as
vendas reais do setor cresceram 8,9% sobre os nove primeiros meses do ano
passado, segundo a Abras. Os números já descontam a inflação pelo IPCA. O
valor real da cesta de 35 produtos classificados pela entidade como de largo
consumo, como alimentos, limpeza e beleza, recuou 1,25% em setembro em
relação ao mês anterior, para R$ 251,99. Já na comparação com setembro de
2007, houve aumento real no valor da cesta de 8,3%. Segundo a Abras, os
produtos que registraram as maiores quedas de preços de agosto para setembro
foram cebola (-26,6%), batata (-17,9%) e óleo de soja (-5%), enquanto as
maiores altas foram de sabonete (+4,3%), margarina (+4,2%) e tomate (3,3%).
Fonte: O Estadao de SP

Adicionar comentário 29 de Outubro de 2008 às 14:20 admin

Com novos formatos de lojas, varejistas crescem no interior

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A abertura de 44 lojas da rede Magazine Luiza na Grande São Paulo, em
setembro, foi uma grande exceção. Nos dias atuais, em que a regra nas
grandes cidades é a falta de bons pontos comerciais e terrenos disponíveis,
aluguéis caríssimos e concorrência acirrada, o que se vê cada vez mais é as
grandes redes varejistas rumando, com novos formatos de lojas, para o
interior do País. Segundo Alberto Sorrentino, sócio da
consultoria especializada em varejo Gouvêa de Souza, essas grandes redes já
não conseguem crescer com a mesma rentabilidade nos grandes centros. “Ao
ganhar capacidade de consumo, as pequenas e médias cidades passaram a ser a
alternativa para manter o ritmo de crescimento dessas empresas”, diz o
consultor. Redes como Wal-Mart, Americanas e C&A, com formatos de lojas
compactas, são algumas das companhias que têm dado especial atenção a esses
mercados. Das 57 unidades da Lojas Americanas previstas para este ano, por
exemplo, 18 ficarão no interior paulista. E, desse total, 13 seguem o
formato Express, criado pela empresa em 2003 para atender a bairros e
pequenas cidades. Cinco já foram inauguradas: em São Carlos, Ferraz de
Vasconcelos, Poá, Itapetininga e Campinas. Segundo uma fonte ligada à
empresa, os planos da Americanas para os próximos anos são ainda mais
agressivos em relação à abertura de lojas em cidades de menor porte.
Wal-Mart, por meio da bandeira de atacarejo (mistura de atacado e varejo)
Maxxi, e C&A, com um modelo de loja compacta de 1,2 mil m² (em vez de 2,2
mil m² tradicionais) também têm metas ambiciosas para o interior. “Elas
querem e precisam chegar a esses mercados”, diz a fonte.

ÂNCORAS
As grandes varejistas também chegam às pequenas e médias cidades
acompanhando a migração de shoppings centers, já que são âncoras naturais
dos empreendimentos. Uma pesquisa da Associação Brasileira dos Shoppings
Centers (Abrasce) mostrou que, hoje, 46% dos shoppings já estão localizados
no interior, enquanto 54% estão nas capitais dos Estados. Há quinze anos,
eram 83% nas capitais e apenas 17% no interior. A rede General Shopping,
capitalizada após a oferta inicial de ações na Bolsa de Valores de São
Paulo, há um ano, comprou três shoppings centers - em Campinas (SP),
Cachoeirinha (RS) e Cascavel (PR). “Está na nossa pauta ir para o interior
das regiões Sul e Sudeste, por meio de aquisições e projetos ‘greenfield’
(obra iniciada do zero)”, diz o diretor de relações com investidores do
grupo, Alessandro Veronezi. Segundo ele, a decisão segue a mesma lógica
utilizada pelos empresários do varejo: buscar a demanda não atendida nessas
cidades. “A demanda cresceu espalhada por todo o Brasil e muitos varejistas
não têm pontos-de-venda para atendê-los nessas regiões”, diz. Outros modelos
de shopping centers têm surgido para atender a esse interesse. A REP,
empresa do grupo imobiliário Lindencorp especializada em shoppings a céu
aberto de pequeno e médio portes, está expandindo para o interior paulista.
Há seis meses, inaugurou um empreendimento de 15 mil metros quadrados em
Valinhos (SP). Em Hortolândia, a companhia também terá um shoppings nesse
formato, com lojas das redes Wal-Mart, Americanas, McDonald’s e C&A. Segundo
o diretor da REP, Marcos Romiti, a cidade paulista cresceu a um ritmo de 5%
nos últimos anos. Nesse período, os investimentos industriais na região
injetaram R$ 500 milhões na economia local e fizeram surgir 7,5 mil
empregos. Assim como Hortolândia, cerca de 200 municípios do País, com
população de 100 mil a 200 mil habitantes, têm mostrado um grande
crescimento de consumo da população, mas não possuem empreendimentos para
atender ao varejo. “Estamos indo ao encontro da necessidade das lojas
âncoras”, diz Romiti. A REP quer chegar a 40 shoppings a céu aberto em três
anos. A companhia é uma joint venture entre o grupo Lindencorp e a americana
Kinko, que tem 2 mil empreendimentos de varejo nesse modelo nos Estados
Unidos. Segundo o executivo, até o momento, os sócios norte-americanos não
sinalizaram com uma revisão dos planos de expansão por causa da crise
financeira global. “Não há a disponibilidade de capital de um ano atrás, mas
nosso parceiro não estava alavancado como outras empresas. Para eles, o
Brasil ainda oferece oportunidades”, afirma o executivo. Segundo o diretor
da Mixxer Desenvolvimento Empresarial, Eugênio Foganholo, os municípios
médios, além de um aumento “consistente e sustentável” da renda, apresentam
vantagens competitivas. Uma delas é o custo operacional menor para as
empresas, principalmente em relação ao aluguel e aquisição de imóveis
comerciais. Além disso, esses municípios podem atrair consumidores de outras
cidades do entorno, aumentando ainda mais o potencial de consumo.
fonte: Jornal O Estado de S.Paulo

Adicionar comentário 28 de Outubro de 2008 às 16:42 admin

Evolução do varejo de TI passa pela especialização

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A popularização dos produtos de informática colocará a especialização,
oferta de serviços e a venda consultiva entre os pré-requisitos do varejo de
TI brasileiro para os próximos anos. A projeção vem da Marco Consultora que,
no primeiro semestre de 2008, realizou um estudo para entender o
comportamento do segmento no País.
Mesmo com a especialização figurando como a grande vedete, a consultoria
aponta que o varejo de TI passará também por um processo de distribuição de
produtos e serviços padronizados endereçados aos usuários médios.
Dividido em nove categorias, agrupadas por perfil de negócios, O estudo
revela que 58,26% dos pontos de vendas do varejo de TI no Brasil são
formados por integradores e revendas. Mesmo assim, os supermercados e lojas
de produtos para casa respondem pela maior fatia de vendas.
Os grandes varejos contribuem com esse cenário à medida que oferecem
produtos com preço atrativo e baixa complexidade de uso. As lojas de
eletrônicos, áudio e vídeo e as os varejos especializados agregam serviço e
oferecem determinados graus de vendas consultivas. Já os integradores e as
revendas, além da venda consultiva, oferecem suporte pós-venda.
A popularização dos produtos de tecnologia e expansão do poder de compra
entre várias camadas sociais coloca o consumo nacional próximo de níveis
verificados em mercados desenvolvidos. A Internet é apontada como canal de
vendas utilizado por todas as categorias analisados.
fonte: Decision Report

Adicionar comentário 23 de Outubro de 2008 às 14:40 admin

Italianos preferem carrinho aos cliques ao comprar mantimentos

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ROMA (Reuters) - Os italianos podem pedir uma pizza pela Internet ou enviar uma mensagem de texto no celular para encomendar um sanduíche, mas quando se trata de comprar mantimentos na Internet eles não se mostram tão entusiasmados.

As compras online estão decolando na Europa, da qual a Grã-Bretanha tem os
mais ávidos consumidores na Internet.

No mês passado, a maior cadeia de supermercados britânica, a Tesco, afirmou
que suas vendas pela Internet cresceram 20 por cento no primeiro semestre do
ano, para 902 milhões de libras (1,59 bilhão de dólares).

O entusiasmo mostrado pelos ingleses em usar mais o mouse que o carrinho
para fazer suas compras, no entanto, não é compartilhado pelos seus pares
italianos.

Um estudo publicado no ano passado pela Universidade Politénica de Milão
previu que o setor de mantimentos comprados pela Internet na Itália
alcançaria meros 60 milhões de euros (81,97 milhões de dólares) no final de
2007, com um crescimento anual de 15 por cento.

Esse aumento se deu, essencialmente, a uma elevação no gasto médio por
consumidor, de 117 para 135 euros, e não por um crescimento no número de
consumidores, disse o estudo.

Além disso, as compras de mantimentos representam algo como 1 por cento dos
negócios de comércio eletrônico ao consumidor, ou business-to-consumer, na
Itália.

Consumidores entrevistados pela Reuters disseram que gostam de comprar seus
mantimentos pessoalmente para checar a qualidade dos produtos e comparar
preços. Eles afirmaram que fazem suas compras em supermercados, mas também
adquirem itens frescos e de temporada, como frutas e verduras, em mercados
mais tradicionais da vizinhança.

Daniela Gambino, escritora de 39 anos de Palermo, disse que compra em
supermercados e lojas de conveniência, assim como em mercados antigos de
Roma.

“Compras online? Não, nunca. Eu gosto de fazer compras pessoalmente, é mais
divertido e os supermercados são uma distração. Eu gosto de comparar preços,
olhar os rótulos e conferir as datas de validade”, disse ela à Reuters
enquanto fazia suas compras.

“Para peixes e alguns tipos de frutas e vegetais eu vou apenas ao mercado
próximo, já que sou de Palermo”, disse ela.

Poucas cadeias italianas de supermercados oferecem, na verdade, a opção de
compras pela Internet e os que o fazem só oferecem essa alternativa em um
número limitado de regiões ou cidades.

Embora Esselunga diga ser a líder nas compras pela Internet com 80 por cento
de market share, sua rede cobre apenas o norte do país. Seu rival Coop
experimentou o serviço em várias cidades em 1997 antes de decidir concentrar
a oferta apenas em Roma.

“Não temos planos de aumentar ou diminuir isso. Vamos manter como está e ver
o que acontece com o mercado”, disse um porta-voz do supermercado.

Algumas redes varejistas reclamam do custo do serviço porque não têm
consumidores suficientes para permitir os ganhos de economia de escala.
Fonte: Portal Exame

Adicionar comentário 22 de Outubro de 2008 às 16:40 admin

Venda de material de construção recua até 20%

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Responsável pela alta dos juros ao consumidor e pela escassez do crédito, a
crise já chegou às lojas de material de construção, cujas vendas caíram de
15% a 20% em setembro, segundo Hiroshi Shimuta, diretor da Anamaco
(Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção).

Já na esteira das condições menos favoráveis de financiamento, as vendas do
setor haviam recuado 3,7% em agosto, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística). Outros ramos dependentes de financiamento, como
veículos e eletrodomésticos, já sentiram a freada e tendem a sofrer mais nos
meses seguintes, de acordo com especialistas.
O crédito à compra de material de construção, diz Shimuta, ficou 30% mais
caro desde o recrudescimento da crise, e as financeiras se tornaram “mais
exigentes e seletivas” na concessão de financiamentos. “Isso afeta muito o
nosso setor. Cerca de 40% das vendas dependem de crédito.”
Em outubro, as vendas despencaram até 30% no começo do mês com o agravamento
da crise, mas já começaram a reagir, segundo ele. “Para reformar a casa ou
comprar um imóvel, o consumidor tem de estar confiante em relação ao futuro,
sem medo de perder o emprego. A crise certamente afetou as expectativas.”
O ambiente mais adverso, diz, levou a Anamaco a revisar a previsão de
crescimento neste ano –de 12% para 9%, resultado assegurado pela forte
expansão do primeiro semestre.
Luiz Goés, da consultoria de varejo Gouvêa de Souza e M&D, afirma que a
concessão de crédito já estava mais “rigorosa” e com juros maiores antes do
recrudescimento da crise. Tal cenário, diz, afetou as vendas de veículos,
eletrodomésticos e material de construção já em agosto.
No caso de veículos, houve queda de 3,7% ante julho, segundo o IBGE. Em
materiais de construção, a retração foi de 1,6%. O setor de eletrodomésticos
e móveis viu as vendas se desacelerarem -de alta de 1,3% em julho para 1% em
agosto.
“Esses setores sensíveis ao crédito vão sofrer. O prazo ficou mais curto e a
prestação aumentou. Como o que o consumidor olha é justamente se a prestação
cabe no bolso, o impacto será sentido”, diz Góes.
João Carlos Gomes, do núcleo econômico da Fecomércio-RJ, concorda: “Há um
cenário de desaceleração, que vai se intensificar”.
Em agosto, as vendas de veículos se contraíram (-15,3%), o que não se
repetiu em setembro (alta de 10%), segundo a Fenabrave (Federação Nacional
da Distribuição de Veículos Automotores).
Diretor da entidade, Sérgio Reze afirma que os juros nos financiamentos
subiram de 26% para 35% ao ano, mas isso não impedirá o setor de registrar
um crescimento próximo a 20% neste ano. “Não vamos repetir os 28,7% de 2008,
mas será um bom resultado”, diz.
fonte: Folha de SP
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Dificuldade em negociar preço gera falta de produtos nas lojas

cart 1 - cart 1
Redes varejistas começam a registrar falta de algumas mercadorias por conta
da dificuldade de negociar preços com as indústrias. Fornos de microondas,
videogames e produtos de informática estão entre os produtos com ofertas
limitadas de marcas e modelos nas lojas.Dependentes de componentes
importados, esses produtos sofreram impacto com o dólar mais caro.
“Quem paga pelo repasse da alta do dólar no preço tem mercadoria.
Quem não paga não tem, como é o caso da Lojas Cem”, diz Valdemir Col- leone,
diretor da Lojas Cem. Colleone diz que falta forno de microondas em
praticamente todas as redes e também nas suas 169 lojas. “Os fornecedores
querem reajustar em 30% os preços dos microondas. Não dá para pagar isso,
então não temos esse produto”, afirma. A situação é a mesma, segundo ele,
nas linhas de videogames.A Lojas Colombo, rede com 371 lojas, enfrenta o
mesmo problema, principalmente na linha de informática, já que as
negociações com os fornecedores estão suspensas. “A Colombo tem estoque e
espera que as vendas da indústria de informática retomem para que possa se
reabastecer para o Natal”, informa a rede, por meio de sua assessoria de
imprensa.Duas associações que representam a indústria eletroeletrônica, a
Abinee e a Eletros, confirmam que as negociações entre indústria e comércio
continuam tensas e, por esse motivo, há falta de alguns produtos, marcas e
modelos nas lojas.”As indústrias estão segurando as entregas até que o dólar
se estabilize num patamar mais baixo. A expectativa do setor é que o dólar
fique abaixo de R$ 2. Agora, alguma coisa sempre vende”, afirma Lourival
Kiçula, presidente da Eletros.A oferta de produtos da chamada linha branca,
como geladeiras, fogões e lavadoras, segundo ele, está normal porque as
lojas pagaram aumentos de até 10% nos preços neste mês. Esse reajuste,
segundo ele, é reflexo das altas de preços do aço e das resinas, e não tem a
ver com a alta do dólar.Humberto Barbato, presidente da Abinee, diz que a
tensão nas negociações entre a indústria e o comércio está nos novos
contratos. “As empresas estão evitando fazer negociações e por conta disso
pode faltar um ou outro modelo de produto devido ao atraso nas negociações,
mas essa situação já está melhorando. As empresas estão tendo muito cuidado
na hora de reajustar preços até porque a concorrência no setor é grande”,
diz Barbato.Para a Lojas Cem, os produtos da linha branca, como fogões e
geladeiras, tiveram aumentos de preços de até 4% neste mês. Segundo
Colleone, diretor da rede, o consumidor está mais retraído para as compras.
“Esperávamos um crescimento de 11% no faturamento da empresa para este mês.
Até agora, esse aumento é de 8% sobre igual período de 2007.”Os
consumidores, segundo ele, estão preferindo as compras em prazos mais
curtos, já que os juros subiram. A Lojas Cem, que banca com recursos
próprios o financiamento feito pelos clientes, informa que as taxas de juros
cobradas pela rede variam de 1,9% ao mês para 4,7% ao mês.
fonte: Jornal Folha de S.Paulo

Adicionar comentário às 10:20 admin

O Varejo perde um de seus notáveis….

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A Associação dos Profissionais do Varejo (APROVARE), lamenta a morte do
empresário Arthur Sendas, assassinado com um tiro na cabeça na madrugada de
segunda-feira, dentro de casa, no Leblon. Um empresário pioneiro no setor
supermercadista carioca e brasileiro, Arthur Sendas criou uma das maiores
organizações do varejo do pais. Aos 73 anos, Arthur Sendas ocupava o cargo
de presidente do Conselho de Administração da Sendas Distribuidora S.A., que
possui 16 mil funcionários no País. Só no primeiro semestre, o grupo faturou
R$ 1,649 bilhão com suas 106 lojas.
Líder nato, carismático, conquistou durante os longos anos de dedicação e
muito trabalho os corações de funcionários e clientes da rede Sendas.
O Varejo brasileiro perdeu um de seus notáveis.
Conselho Diretivo
APROVARE

Adicionar comentário 21 de Outubro de 2008 às 10:00 admin

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