Arquivo de 22 de Agosto de 2008

Comércio eletrônico desacelera no semestre

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A expansão no faturamento do comércio eletrônico brasileiro ficou mais lento no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2007. A forte base de comparação e a incerteza em relação aos juros no país foram os fatores de maior que mais contribuíram para segurar o ritmo, segundo a consultoria eletrônica e-bit. Ainda assim, o valor médio pago pelos consumidores por transação (tíquete médio) cresceu no semestre.
Entre janeiro e junho, o comércio eletrônico no país registrou faturamento
de R$ 3,8 bilhões, contra R$ 2,6 bilhões de 2007. Isso representa um aumento
de 45%, abaixo da média de expansão de 51% que o setor vinha apresentando no
período nos últimos quatro anos.
“Nos próximos anos a taxa de crescimento do setor deve diminuir de ritmo”,
avalia o diretor-geral do e-bit, Pedro Guasti. “A base de comparação fica
cada vez maior e não é possível manter eternamente taxas de expansão de 51%.
Ainda é possível aumentar o comércio eletrônico no Brasil, mas em um ritmo
menos intenso”.
Embora o aumento nas receitas do comércio eletrônico tenha começado a
desacelerar, Guasti frisa que o tíquete médio do setor cresceu 9% no
semestre. Entre janeiro e junho, os consumidores brasileiros desembolsaram,
em média, R$ 324 em compras na web. Em 2007, o valor foi de R$ 296. Tanto em
2007 como em 2006 o aumento do tíquete médio foi de 3,1%, bem inferior ao
deste ano, de acordo com os dados do e-bit.
“Os consumidores brasileiros têm adquirido produtos de maior valor agregado,
como computadores, celulares e outros eletroeletrônicos, o que contribuiu
para a alta do tíquete médio”, afirma Guasti. As vendas de celulares, em
especial, tiveram participação significativa no desempenho semestral.
A incerteza em relação ao efeito do recente ciclo de alta das taxas de juro
no Brasil e uma possível contaminação pela crise econômica dos EUA levaram a
consultoria a rever para baixo as expectativas para o setor em 2008.
Originalmente, o e-bit projetava um faturamento total de R$ 8,8 bilhões para
o setor este ano, mas reduziu o valor para R$ 8,5 bilhões. Ainda assim, a
consultoria manteve a expectativa de que o país chegará em dezembro com um
volume de 12 milhões de pessoas que já fizeram ao menos uma compra pela
internet. Em 2007, o setor apresentou receita de R$ 6,3 bilhões, com uma
base de 9,5 milhões de consumidores.
Fonte: Valor Econômico

Adicionar comentário 22 de Agosto de 2008 às 16:00 admin


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