Arquivo de 20 de Agosto de 2008

Varejistas adotam sistema para recolher embalagens

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Na tentativa para dar destino às embalagens de eletrodomésticos, indústria e
varejistas como Casas Bahia e Wal-Mart estão começando a adotar o sistema
conhecido por logística reversa. Nele, o mesmo caminhão que entrega a
geladeira ou TV na casa do consumidor leva de volta as embalagens, que são
encaminhadas a cooperativas de reciclagem. Com isso, as empresas
se antecipam a uma possível obrigatoriedade no futuro de serem
co-responsáveis pela destinação dos resíduos - um dos pilares do projeto que
lei que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que está no
Congresso e que poderá ser votada até o fim do ano.
A rede Casas Bahia iniciou um programa em maio, em que os mesmos caminhões
de entrega das mercadorias são usados para trazer de volta as embalagens de
móveis e eletrodomésticos. Junto com elas, o lixo gerado em nove lojas na
Grande São Paulo e na sede administrativa da companhia é encaminhado para
uma central de triagem de resíduos, dentro do centro de distribuição da
empresa, em Jundiaí (SP). O projeto consumiu investimentos de R$ 700 mil,
que incluíram a construção da central de triagem, contratação de
funcionários e treinamento da equipe de logística.
A Whirlpool, dona das marcas Consul e Brastemp, também utiliza a logística
reversa. De acordo com o assessor de sustentabilidade, Paulo Vodianitskaia,
a iniciativa tem sido bem aceita pelos consumidores - 96% aceitam despachar
as embalagens, o que já permitiu a coleta de 80 toneladas de material
reciclável. “O isopor, um material de pouco interesse para as cooperativas,
agora volta ao fornecedor e se torna matéria-prima novamente”, diz. O
programa da Whirlpool atraiu a atenção do Wal-Mart, que a partir desta
semana expande o serviço de logística reversa para as vendas de linha branca
em todo o País, o que deve potencializar a coleta. As informações são do
jornal O Estado de S. Paulo. (AE)

Adicionar comentário 20 de Agosto de 2008 às 14:20 admin

O acordo das Casas Bahia

foto 87 - foto 87
As Casas Bahia e o Ministério Público do Trabalho fizeram um acordo, no Rio
Grande do Sul. A empresa assinou um termo de compromisso para respeitar a
carga horária de seus empregados, que não poderão trabalhar mais do que 10
horas por dia. Ela também se comprometeu a registrar o período de trabalho e
a pagar integralmente as horas extras. E ainda: dar intervalos durante e
entre as jornadas trabalhistas.
Pelo termo de ajustamento de conduta, documento assinado pelo Ministério
Público do Trabalho e Casas Bahia, o banco de horas somente poderá ser feito
depois de um acordo coletivo com o sindicato profissional. Caso a empresa
não cumpra as regras, ficou estabelecido o pagamento de mil reais por item
desrespeitado.
Esse tipo de acordo serve para evitar que as empresas sejam acionadas na
Justiça por causa de algumas irregularidades trabalhistas que podem ser
sanadas com o diálogo. A opção das empresas de regularizar a situação,
quando procuradas pelo Ministério Público do Trabalho, é uma saída
inteligente. O acordo evita o desgaste que todo processo judicial causa e
ainda resolve o problema internamente sem a necessidade de ninguém sentar no
banco dos réus.
fonte: Blog Lei&Negócios, Exame

Adicionar comentário às 13:00 admin


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