Arquivo de 15 de Agosto de 2008

Moto-técnico Delivery…

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Até uns meses at´ras, toda vez que o computador da família Abussanra
quebrava, era preciso solicitar a ajuda do filho do porteiro para repará-lo.
Estudante de um curso técnico em mecânica, o garoto tinha conhecimentos
limitados em informática, mas acabava “quebrando um galho”. Assim como os
Abussanra, na falta de um serviço profissional, diversas pessoas costumavam
apelar a amadores ou oficinas de bairro para resolver problemas de
manutenção e instalação de eletroeletrônicos. Desde março, porém, esse
processo informal começou a ganhar ares de negócio. Cerca de 300
mil brasileiros — que, a exemplo da família paulistana, acabavam recorrendo
a algum conhecido nem sempre devidamente capacitado - se transformaram em
clientes de uma empresa especializada. Criada para explorar esse nicho, a
TecTotal, do grupo Telefônica, lançou centenas de jovens técnicos nas ruas,
a bordo de motocicletas, para atender a pessoas que precisam de todo o tipo
de suporte e serviço técnico para equipamentos eletrônicos e conexão à
internet. O modelo de negócio foi inspirado num caso de sucesso nos Estados
Unidos, o Geek Squad, desenvolvido pela rede de varejo Best Buy, uma das
maiores do país, para auxiliar seus clientes a instalar os equipamentos lá
comprados. A demanda foi tamanha que exportou seus serviços para o Canadá,
China, Espanha e Inglaterra.

A relação estreita com o varejo também está na essência do modelo da
TecTotal. O contato da empresa com o consumidor se dá através de seu site,
da rede de hipermercados Carrefour e do site Americanas.com. Lá, o cliente
pode comprar cartões pré-pagos - que custam a partir de R$ 69 e dão direito
a serviços da TecTotal. Então, basta raspar o lacre, fornecer o código à
central de atendimento e solicitar o atendimento, que pode ser feito por
telefone, via internet ou pessoalmente. O cliente pode também optar por um
plano mensal, a partir de R$ 15. “A maior parte dos nossos clientes são da
classe C e D, pessoas que estão comprando o seu primeiro PC”, conta Regina
Lucia Samões Lopes, presidente da TecTotal. De acordo com especialistas,
quase 30% dos eletroeletrônicos são devolvidos logo após o primeiro uso.
Grande parte se deve à falta de informações para fazer a instalação
adequada. E é aqui que a companhia entra. Em 2007, o Brasil avançou no
ranking mundial de venda de computadores, passando da sétima para a quinta
posição. Foram 10,7 milhões de PCs vendidos. O aumento de consumo das
classes baixas foi um dos grandes responsáveis por esse desempenho.
A TecTotal nasceu de uma parceria estratégica entre a Telefônica e a empresa
de tecnologia Automatos. Uma oferecia suporte técnico em áudio e vídeo e a
outra era focada em PC e rede de internet sem fio. Hoje, a empresa está
presente em 350 municípios brasileiros e recentemente iniciou sua expansão
para a América Latina. “Fechamos um acordo com o Carrefour para levar o
serviço para sua rede de lojas na Colômbia e na Argentina e, se tudo der
certo, também para a rede na Espanha”, afirma Moyses Rodrigues, presidente
do Conselho da TecTotal. A empresa já atua em 14 lojas no Peru e deve chegar
até o final do ano ao México e a Portugal.

A previsão de faturamento neste ano é de R$ 15 milhões. Em 2010, a TecTotal
espera faturar R$ 100 milhões. “Nosso crescimento é rápido porque é baseado
em parcerias”, diz Regina. Além do Carrefour e Americanas. com, a TecTotal
fechou parceria com o iG, para dar suporte técnico aos 230 mil assinantes do
portal, e com a seguradora Porto Seguro. “A varejista deve se certificar de
que a empresa tenha estrutura suficiente para atender a demanda. O
consumidor dificilmente vai se ligar ao fato de o serviço ser terceirizado.
Se algo der errado, ele irá responsabilizar a loja”, alerta Nelson
Barrizzelli, analista de varejo.

Adicionar comentário 15 de Agosto de 2008 às 15:20 admin

Até que enfim, fim do mistério…..

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Luiza estréia dia 13 na Grande São Paulo
O Magazine Luiza, que montou uma estratégia ousada e cercada de sigilo para
abrir ao mesmo tempo entre 50 e 55 lojas na Grande São Paulo, marcou a data
da inauguração para 13 de setembro, segundo o Valor apurou. No entanto,
fontes do setor informam que a empresa enfrenta contratempos no andamento
das obras em alguns endereços e é possível que nem todos os pontos-de-venda
estejam concluídos a tempo. Duas lojas ficarão em shopping centers, uma no
Aricanduva e outra no Internacional, em Guarulhos. Em várias obras, a
empresa já informa nos tapumes que ali será uma nova unidade do Magazine
Luiza. Pelo menos 25 pontos eram antigas unidades da rede Kolumbus. Em Poá,
as obras foram concluídas e já há mercadorias na loja.
Fonte: Valor Econômico

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Varejo quebra 2ª perna do aperto

foto - foto
Passados apenas 22 dias desde que decidiu, contra o consenso, aumentar a
dose do aperto monetário, o Banco Central já perdeu os seus dois pontos de
apoio para justificá-la sem que um terceiro, novo, esteja maduro o
suficiente para sustentar um discurso conservador coerente. A muleta do
choque de commodities já foi chutada para longe. A retórica trovejante da
demanda interna em ebulição, já questionada seriamente pelos não-alinhados,
foi emudecida pelos dados nacionais sobre as vendas varejistas feitas no
último mês do primeiro semestre. O fator novo capaz de, no futuro, dar razão
ao rigor monetarista - a alta do dólar - ainda se mostra incipiente e
tateante. De resto, a sua invocação oficial seria incompatível com a
descuidada manipulação dos efeitos sobre a economia do déficit em conta
corrente. Se nada de dramático surgir até o dia 10 de setembro, data do
próximo Copom, será difícil achar pretextos racionais para manter o ritmo de
aceleração da Selic no 0,75 ponto inaugurado há 22 dias. Será aliás difícil
encontrar argumentos para amparar qualquer tipo de arrocho. Mas o Copom
precisa de pretextos?

Dólar acumula alta de 4,09% em agosto

O dólar fechou ontem em alta de 0,68%, cotado a R$ 1,6260. A trégua da
véspera, dia em que a moeda cedeu após arrancada altista de sete pregões,
revelou-se muito frágil. Mesmo baleados e sofrendo de um surto
inflacionário, os EUA parecem estar melhores que a Europa. Esta percepção
fortalece o dólar perante o euro e o iene, e diante das moedas usadas como
contraface do carry trade especulativo, cuja coqueluche era o real. O PIB da
zona do euro registrou uma retração de 0,2% no segundo trimestre do ano.
Trata-se da primeira contração na margem ocorrida desde 1995, quando foi
iniciada a série. Enquanto isso, nos EUA, o dado econômico que chamou
atenção foi estudo da Associação Nacional de Corretores de Imóveis (NAR),
segundo o qual a revenda de imóveis residenciais feita no segundo trimestre
conseguiu crescer em 13 Estados. O problema maior americano é a inflação.
Divulgado ontem, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) apresentou alta de
0,8% em julho (o dobro do previsto pelos analistas), após avanço de 1,1% em
junho. Nos últimos doze meses, a inflação alcança 5,6%. O seu núcleo
registrou alta de 0,3%, também acima do esperado (0,2%). O acumulado de um
ano do núcleo, de 2,5%, também supera a taxa básica de juros, de 2%. Se as
quedas das commodities e do petróleo não fizerem efeito rápido e duradouro
sobre a inflação, o Fed terá de elevar a taxa em algum momento do segundo
semestre. Mas, ao contrário do Copom, o Fomc não tem nenhuma pressa. O
economista-chefe da Gradual Corretora, Pedro Paulo da Silveira, lembra que o
Fed fez no início do ano uma política monetária francamente expansionista,
com o intuito de evitar que a economia americana entrasse numa recessão mais
severa na esteira do colapso do mercado imobiliário. “Se o cenário de
deterioração econômica se confirmasse de fato, a situação do mercado
financeiro iria piorar significativamente, o que traria pânico aos
investidores ao redor do mundo”, diz ele. O Fed preferiu focar no
crescimento e na liquidez do sistema ao invés de mirar a inflação e, com
isso, ganhou tempo para tentar expurgar de vez os créditos podres lastreados
em empréstimos imobiliários duvidosos. Aparentemente, esse tempo acabou. Mas
subir juros lá não é, como no Brasil, decisão prosaica equivalente a ir
comprar pão na padaria da esquina. “Aumentar a taxa de juros é tudo o que o
Fed não gostaria num cenário de desaquecimento econômico e perdas contábeis
nos principais bancos norte-americanos. Principalmente com Europa e Japão em
compasso de espera”, diz Silveira. Os juros negociados no mercado futuro da
BM&F, apesar da resistência movida pelos “comprados em taxa”, caíram na
BM&F. O contrato mais negociado, para janeiro de 2010, cedeu de 14,75% para
14,73%. Além da queda do petróleo (o barril recuou US$ 0,99, para US$
115,01) e das commodities, o pregão sofreu influência baixista exercida
pelos dados decepcionantes do IBGE sobre as vendas no varejo. Elas cresceram
1,3% em junho comparativamente a maio. Esse avanço consegue ser mais baixo
que o prognóstico mais negativo dos economistas. Estes esperavam algo entre
1,35% e 2,80%. A alta anual foi de 8,2%, para uma previsão média de 9,4%. O
comércio desacelera a cada novo trimestre, já que a alta anual do primeiro
trimestre foi de 11,6%. O mercado não aposta em comportamento diferente para
o terceiro trimestre. Para tanto, se baseia em dados (pedido de crédito e
confiança do consumidor) a disposição de qualquer um. Até do BC. (Valor
Econômico, Finanças / SP)

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