Arquivo de 1 de Agosto de 2008

cresce pressão de repasse de preços ao varejo

foto 66 - foto 66
O Comitê de Política Monetária (Copom) piorou o tom do discurso sobre a
possibilidade de que pressões localizadas sobre os preços possam crescer e
se tornar um risco para a trajetória da inflação no País, ao afirmar,
segundo a ata da última reunião do comitê, divulgada hoje pelo Banco
Central, que essa probabilidade “se elevou”. Na ata da reunião anterior, os
mesmos diretores diziam, na época, que essa perspectiva “se mantém elevada”.

A piora do tom ocorre porque, na avaliação da autoridade monetária, “o
aquecimento da demanda doméstica e do mercado de fatores, bem como a
possibilidade do surgimento de restrições de oferta setoriais, podem estar
ensejando aumento no repasse de pressões sobre preços no atacado para os
preços ao consumidor”. Na avaliação dos diretores, a perspectiva de que
esses repasses do atacado para o varejo possam acontecer “depende de forma
crítica das expectativas dos agentes econômicos para a inflação”.
Essas expectativas do mercado para a inflação futura, lembra o documento,
“mostraram elevação significativa nas últimas semanas e que continuam sendo
monitoradas com particular atenção”. No mesmo trecho do documento, o BC cita
que o preço dos produtos importados tem “se elevado com intensidade”.
Outro aspecto repetido no texto é que o aquecimento da demanda doméstica
“pode desencadear pressões inflacionárias mais intensas no setor de não
transacionáveis, por exemplo, nos preços dos serviços”.
Diante do quadro, os diretores do BC repetem que “o Copom conduzirá suas
ações de forma a assegurar que os ganhos obtidos no combate à inflação em
anos recentes sejam permanentes”. Dentro dessa estratégia, diz o texto, o BC
vai acompanhar “atentamente a evolução da inflação e das diferentes medidas
do seu núcleo”.
Meta
A ata da reunião de julho do Copom mostra ainda uma piora na avaliação do BC
a respeito da trajetória da inflação em relação à meta oficial, determinada
pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
No documento, os diretores dizem que a atuação do BC tem sido fundamental
para aumentar a probabilidade de que a inflação “volte a evoluir” de acordo
com a meta. No documento anterior, de junho, a ata dizia que a ação da
autoridade monetária era fundamental para que “a inflação no Brasil siga
evoluindo” conforme a meta.
Na ata de julho, o Copom diz que a estratégia do BC tem sido persistente e é
baseada em uma “uma atuação cautelosa e tempestiva” para tentar trazer a
inflação de volta para a meta “mesmo diante de pressões inflacionárias em
escala global”. Para que os índices retornem à meta, o BC diz que “é preciso
que os indicadores prospectivos de inflação, em particular a evolução
esperada da demanda e da oferta agregadas, convirjam ao longo do período
relevante para a política monetária”.
O centro da meta de inflação para 2008 e 2009 é de 4,5%, com margem de
tolerância de dois pontos porcentuais para baixo ou para cima, ou seja, em
um intervalo entre 2,5% e 6,5%.
Fonte: AE

Adicionar comentário 1 de Agosto de 2008 às 13:20 admin


Calendário

Agosto 2008
S T Q Q S S D
« Jul   Set »
 123
45678910
11121314151617
18192021222324
25262728293031

Minhas Publicações Recentes

Publicações por Mês

Estatísticas

Meta