Arquivo de Julho de 2008

O milionário negócio dos sites de nicho de mercado

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Dave Hermansen não possuía um pássaro ou uma gaiola quando comprou a
bird-cage.com, loja on-line, por US$ 1,8 mil há três anos. Simplesmente ele
viu um site na internet “muito mal feito”, e implorou que os proprietários o
vendessem. Então o redesenhou, acrescentou publicidade e aumentou o tráfego.
Em dezembro do ano passado, vendeu o site por US$ 173 mil. Hermansen, de 30
anos, pertence à mais atual onda de empreendedores que , como os traders e
os investidores imobiliários antes dele, procuram fazer muito dinheiro com
pouco esforço. Tudo ou quase tudo que usam são computadores domésticos e
software gratuito para adquirir sites destinados a um nicho pequeno e
específico. Depois melhoram os sites para revendê-los por muito mais do que
gastaram. Entretanto embora seus sonhos sejam alimentados por
grandes lucros com transações na internet - a compra de US$ 25 milhões da
Wired News por Conde Nast, a aquisição da Celebrity Baby Blog pela
People.com e, mais recentemente, o acordo este mês entre Guardian News,
Media e o proprietário da PaidContent, de US$ 30 milhões - esses
empreendedores têm ambições mais modestas em relação a seus sites. Muitos
acabam fechando negócio por apenas algumas centenas de dólares, às vezes
milhares. Alguns sites começam como um trabalho por amor. Vejamos a
Celebrity Baby Blog, site criado por Danielle Friedland. Quatro anos após
seu lançamento, a People.com o comprou para preencher um nicho: “Uma
comunidade animada de jovens mães”, disse Fran Hauser, presidente da People
Digital. Hauser não quis comentar a respeito do preço da venda, mas fontes
do setor especularam que foi de alguns milhões de dólares. O número de sites
vendidos no eBay, site de leilões e compras, duplicou nos últimos três
meses, disse a empresa. No mercado do SitePoint, sites podem ser leiloados,
e as vendas quadruplicaram no último ano, informou Matt Mickiewicz, um dos
seus fundadores. A economia em transição da internet tornou mais fácil
encontrar e explorar nichos e comunidades na web. O boom da internet nos
anos 90 fez surgir empresas como a Pets.com, versões on-line das lojas de
fato, e que requeriam estoques grandes de produtos que precisavam fornecer
para os clientes. Mas esse modelo foi derrubado pela internet dos anos 2000.
Desde então, tornou-se mais fácil e barato construir nichos e lojas on-line
em menor escala. Software gratuito, sistemas de publicidade do tipo usado no
Google, e serviços que permitem ao proprietário entregar os produtos por
meio de um fornecedor terceirizado, diminuíram os custos para fazer negócio.
Philip Kaplan ajuda os sites a manter a publicidade on-line por meio de sua
companhia, AdBrite. Kaplan conta que encoraja os proprietários de sites a
“se concentrar em um nicho específico.” Hermansen diz que está sempre à
procura de áreas na internet com volume de procura e pouca concorrência.
“Quando descobri o nicho dos pássaros, soube que era o que queria”,
explicou. Antes das gaiolas de pássaros, Hermansen foi proprietário - e
vendeu - sites de nichos sobre paintball e brinquedos com controle remoto.
FONTE: Gazeta Mercantil

Adicionar comentário 30 de Julho de 2008 às 12:00 admin

Classes mais pobres fogem da inflação comprando no atacado

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Com preços mais altos, o brasileiro gastou 3,8% mais em compras no primeiro semestre de 2008 mas levou para casa 3,2% menos produtos, segundo a pesquisa Homescan, da Nielsen. Todas as classes sociais sofreram com a inflação: A, B e C. Mas os mais pobres, pertencentes às classes D e E, reagiram de forma diferente. Como sempre acontece, a carestia foi mais dura com eles. O impacto dos aumentos fez com que esse conjunto da população gastasse 9,9% mais. É duas vezes e meia mais que a média nacional. Mesmo assim, o consumidor com menos dinheiro no bolso conseguiu comprar mais. O volume de compras cresceu, mesmo que ligeiramente, segundo a Nielsen. A variação foi positiva em 1,1% na comparação com o primeiro semestre do ano passado. Que mágica foi essa? Os atacados.
Segundo a mesma pesquisa, as pessoas de menor nível sócio econômico procuraram os menores preços para economizar e os encontraram nos depósitos de bebidas e nos chamados “atacarejos”, ou seja, as lojas de auto-serviço de vendas no atacado.
Conforme o levantamento, entre os integrantes das faixas D e E, a procura pelos atacados cresceu 21% em relação aos seis primeiros meses de 2007. A mesma coisa não aconteceu com as outras classes. Na população A e B, por exemplo, a preferência pelo atacado nem existe. Para a classe C, houve aumento da procura por esse canal de compra de apenas 3%. Na média da população brasileira, o crescimento foi de 4%.
“Fica claro que o cinto apertou para todo mundo, mas as classes D e E acharam uma saída”, afirma Patrícia Moraes, coordenadora de marketing da pesquisa Homescan da Nielsen.
Economicamente, o fenômeno é simples. Com o ganho de poder aquisitivo das camadas mais pobres no ano passado, boa parte desses consumidores começou a comprar produtos que nunca experimentou antes. Com a alta dos preços, principalmente a partir de abril, o consumidor D e E procurou uma maneira de continuar comprando os artigos que aprendeu a gostar. “O consumidor abre mão do conforto de um hipermercado para adquirir as mesmas mercadorias que comprava, mas a preços mais baixos no atacarejo”, explica o vice-presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Martinho Paiva Moreira Prova disso é o iogurte: o produto mais comprado pelas classes D e E nos atacados, conforme identificou o Nielsen. Em seguida, vieram a água sanitária, o molho de tomate e os desinfetantes.
“Muita gente que nunca comprou molho de tomate está consumindo agora”, afirma Eduardo Nogueira dos Santos, responsável pelas vendas nacionais da Fugini, fabricante de atomatados e alimentos semi-prontos. “Vendemos 20% mais nesse semestre que no mesmo período do ano passado”, afirma ele.
Nilson Hashizumi, responsável pelo marketing da rede atacadista Assaí, do grupo Pão de Açúcar confirma. “Realmente, houve mais procura por molho de tomate.” E, diferente do que geralmente acontece, boa parte dos freqüentadores do Assaí, segundo ele, foi de donas-de-casa nesses primeiros seis meses do ano. “Ainda não temos números, mas o incremento de consumidores pessoa física em nossas lojas é expressamente visível.”
Não é para menos. “Em uma compra de mês, por exemplo, o consumidor chega a pagar em média 20% menos em lojas de atacado que no varejo”, diz Carlos Eduardo Severini, diretor comercial do Tenda Atacado.
Essa onda de donas-de-casa invadindo os atacados, onde geralmente quem faz compras são pequenos empresários donos de bares, lanchonetes e pequenos comércios, também é uma boa opção para os empresários do setor que querem crescer. Talvez seja por isso que, depois de dois anos e meio no comando da rede Maxxi, o Wal-Mart tenha decidido acelerar a expansão nesse segmento justamente agora. A rede vai investir neste ano R$ 80 milhões na abertura de cinco lojas, sendo quatro delas fora da região Sul, onde estão localizados hoje as 13 unidades Maxxi. Na grande São Paulo, a rede americana escolheu uma das regiões mais pobres para inaugurar um de seus Maxxi. Vai investir R$
21 milhões na construção da loja em Diadema. “Serão beneficiados o pequeno comerciante e o público que espera encontrar em um só lugar tudo o que precisa para a família e a casa”, afirma Leonardo Taufer, diretor comercial do formato Maxxi para o Wal-Mart Brasil.
fonte: Valor Econômico

Adicionar comentário 29 de Julho de 2008 às 14:08 admin

Venda por telefone também está na mira

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Não são apenas os serviços de atendimento ao consumidor (SACs) que estão na
mira da nova regulamentação. O jogo também está ficando mais complicado para
o chamado “telemarketing ativo”, situação em que o operador liga para
oferecer produtos ou serviços.
Até o fim de agosto, a Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo deve
votar um projeto de lei para criação da lista do “Não importune!”, em que
qualquer pessoa pode cadastrar seus telefones, proibindo empresas de ligarem
para seus números. Se alguma companhia descumpre a regra, é multada em R$ 10
mil. “Só mexendo no bolso é que essas empresas vão parar de importunar o
cidadão”, diz o deputado estadual Jorge Caruso (PMDB).
O projeto, inspirado na iniciativa americana “Do not Call”, deverá contar
com o apoio do Procon, que ficará responsável por cadastrar os telefones e
disponibilizar a lista para as empresas. A partir do momento do cadastro, há
um prazo de 30 dias de carência onde o usuário ainda poderá receber ligações
não solicitadas. Vencido esse prazo, multa-se a empresa que ligar para o
cidadão.
Em Brasília, o “Não importune!” já foi aprovado. A lei, de autoria do
deputado distrital Rogério Ulysses (PSB), deve entrar em vigor a partir de
13 de agosto.
Para Cláudio Tartarini, assessor jurídico e institucional da Associação
Brasileira de Telesserviços (ABT), as medidas têm impacto negativo no
mercado e podem gerar, inclusive, redução de empregos no setor. “Nos Estados
Unidos havia realmente um problema, as pessoas chegavam a receber uma média
de 20 ligações por dia”, comenta. “Mas no Brasil a realidade está muito
longe disso.”
A despeito das críticas, o deputado Jorge Caruso afirma que a aprovação do
“Não importune!” terá um valor até estratégico para as empresas que fazem
telemarketing ativo. “Veja só, elas terão uma lista vip de quem não quer ser
incomodado”, afirma. “Assim ninguém vai perder tempo, e elas só ligarão para
quem realmente possa interessar.”
Para a ABT, no entanto, as vendas por telefone são, atualmente, um forte
instrumento de competição do varejo em muitos setores, e a medida pode
inibir essas ações. “Eu não me escreveria nessa lista”, diz Cláudio
Tartarini, da ABT. “Hoje percebo que boa parte dos serviços que contratei
veio dessas ofertas, como o meu aparelho celular, minha TV a cabo e o seguro
da minha casa.” (AB)
fonte: Valor Econômico

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Casino amplia fatia no Pão de Açúcar para 35%

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A rede varejista francesa Casino aumentou a sua participação no Grupo Pão de
Açúcar (GPA), do qual faz parte desde 2005. A informação foi divulgada na
última sexta-feira, quando o grupo francês anunciou a compra de 5,6 milhões
de ações ordinárias (ON) - com direito a voto - antes nas mãos de Abílio
Diniz e da família Diniz, antigos controladores da companhia. Essas ações
representam 5,6% do capital votante e 2,4% do capital total do Pão de
Açúcar, cuja razão social é Companhia Brasileira de Distribuição (CBD). Com
isso, a única participação que os Diniz mantém no capital votante da
varejista é através da Wilkes Participações S.A., acionista majoritária do
Grupo, com 65,5% das ações ordinárias e 28,7% das totais e de controle
dividido igualmente entre o Abílio Diniz, também presidente do Conselho
Administrativo da companhia, e Casino. O valor pago pelas ações,
segundo a empresa, foi R$ 128,482 milhões. Dessa forma, o Casino aumenta sua
representatividade na segunda maior rede de supermercados do País, atrás
apenas do francês Carrefour, passando de 32,9% para 35,3% a quantidade de
suas ações. A aquisição é resultado da opção de compra outorgada pelos Diniz
ao Casino. “Dentro do contrato estabelecido em 2005 foi definido que o
Casino poderia exercer a opção de compra dos 2,8 milhões de ações
minoritárias pertencentes à família do Abílio até julho deste ano. A compra
não afeta o controle nem a gestão do Grupo Pão de Açúcar. Somente na hora em
que a holding vender as ações é que ocorrerá a mudança do controle
majoritário do grupo”, explicou Paulo Pompilho, diretor de Relações
Institucionais do GPA.
Dias contados
Essa situação, portanto, tem os dias contados, pois no acordo entre Casino e
a família Diniz ficou acertado que, em 2012, o Casino poderá obter o
controle do Pão de Açúcar adquirindo uma ação da empresa por apenas R$ 1,00.
Enquanto isso, o grupo francês avança aos poucos, com cada vez mais ações da
companhia. A empresa não revelou a atual composição acionária, mas divulgou
que, agora, o Casino possui 67,1% das suas ações com direito a voto. Baseado
nas informações recentes e na composição acionária de dezembro de 2007,
28,7% das ações do GPA estão nas mãos da Wilkes - todas com direito a voto
(ON). O Casino sozinho tem 35,3% da empresa, sendo 34,3% dos papéis ON, e 3%
das preferenciais (PN). Abílio Diniz fica com 24,9% das PN. E, por fim, 15%
das preferenciais com a família Diniz. Além disso, 32,2% das ações são de
outros acionistas - 57,1% das preferenciais.
Controle
O controle acionário do Pão de Açúcar rende bastante polêmica no mercado.
Enquanto, de um lado, alguns especialistas, apoiados pelas regras da
Comissão de Valores Monetários (CVM), afirmam que o controle do grupo já
está em mãos francesas, por outro, a empresa brasileira garante que Abílio
Diniz tem o controle da companhia, fundada por seu pai. A situação foi,
inclusive, reforçada pelo parecer do tribunal arbitral, em maio deste ano,
que decidiu a favor da rede de Abílio Diniz em um embate jurídico com os
donos do grupo Sendas, pois entendeu que o Casino, que desde 2005 detém
ações na Companhia Brasileira de Distribuição, não possui o controle de fato
da empresa. A decisão economizou cerca de R$ 700 milhões do Pão de Açúcar,
que estava sendo cobrado pelos donos do Sendas, que argumentavam que o
controle foi transferido ao grupo francês e, diante disso, de acordo com o
contrato entre as duas empresas, o Pão de Açúcar seria obrigado a comprar as
ações do Sendas na Sendas Distribuidora.
Disputa
Não foi só a maior entrada do grupo francês no seu controle que movimentou o
cotidiano do Pão de Açúcar no final da semana passada. Isso porque foi
noticiado que o grupo brasileiro e a rede mexicana especializada no varejo
de eletroeletrônicos Elektra estariam disputando a compra da Ricardo Eletro,
rede de lojas de eletroeletrônicos com sede em Contagem (MG) e faturamento
anual próximo de R$ 2 bilhões. Fontes do mercado próximas à mineira estimam
que o negócio supere R$ 1 bilhão. Entretanto, o Pão de Açúcar desmente a
informação. A rede mineira, quarta maior do seu segmento, tem mais de 250
lojas em oito estados. Além disso, a Ricardo Eletro está entre as mais
agressivas redes de eletroeletrônicos do País. Os sócios fundadores, os
irmãos Ricardo Nunes e Rodrigo Nunes, têm afirmado em entrevistas que desde
2004 a rede cresce 50% ao ano. No ano passado, comprou a Lojas Mig, de
Uberlândia (MG). Com isso, fortaleceu-se para disputar espaço com as grandes
empresas do setor, como Ponto Frio, Magazine Luiza e Casas Bahia. Antes da
aquisição, a Ricardo Eletro já tinha forte presença em Minas Gerais,
Espírito Santo, Bahia e Sergipe. Com a efetuação do negócio, passou a atuar
em Goiás, no Distrito Federal e no interior de São Paulo. Em março deste
ano, a rede anunciou um agressivo plano de expansão no Rio de Janeiro que
prevê a abertura de até 100 lojas até o final do ano. Atualmente, a rede não
tem lojas no Sul do País, nem em São Paulo. Para o grupo Elektra, rede
mexicana do empresário Ricardo Salinas, o negócio representaria uma
aceleração no processo de expansão no País. A Elektra começou a operar em um
ritmo lento a partir de março deste ano, com lojas próprias apenas no
Nordeste, onde faz concorrência direta com a Insinuante, tradicional na
região. Até agora, a rede tem duas unidades em Pernambuco, em Recife e em
Olinda. Segundo fontes que acompanham as negociações, um dos fatores que vêm
retardando a definição do negócio é a pressão do banco HSBC, parceiro da
Ricardo Eletro na concessão de financiamentos. A Elektra tem sido muito
agressiva em suas propostas, mas se a rede for adquirida pela mexicana, a
tendência é de que o banco seja descartado, pois o principal negócio da
Elektra é a concessão de serviços financeiros. No caso do Pão de Açúcar,
haveria flexibilidade na permanência do banco.
fonte: DCI

Adicionar comentário 28 de Julho de 2008 às 11:00 admin

Em sigilo, Luiza prepara seu dia D

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Tudo que cerca o “projeto São Paulo” do Magazine Luiza, a terceira maior
rede de varejo do país, tem um tom de grandioso mistério. Em algum dia nos
próximos meses, ela abrirá simultaneamente 50 lojas em São Paulo, Grande São
Paulo e litoral do Estado. A data da empreitada é guardada a sete chaves no
grupo. Para trabalhar nestas lojas, 120 mil candidatos se apresentaram e 2
mil foram escolhidos, mas eles também não sabem quando entrarão em ação. Só
para tratar do projeto, o departamento de RH ganhou orçamento inicial de R$
7 milhões e contou com o auxílio de quatro consultorias. Como no varejo quem
está na linha de frente pode garantir o sucesso ou fracasso da operação, a
rede se esmerou na formação dos novos funcionários. Criou um centro de
treinamento no prédio da Universal Music, com 4 mil m2 e oito salas de aula,
onde cada funcionário receberá 280 horas de treinamento. Depois, ganharão os
benefícios pouco usuais da empresa, como assistência médica extensiva a pais
e sogros e bolsa de estudos após um ano de casa.
fonte: Valor Econômico

Adicionar comentário 25 de Julho de 2008 às 13:40 admin

Presidente da Telefônica quer imposto menor para banda larga

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O presidente da Telefônica, José Carlos Valente, quer uma tributação
reduzida para o serviço de banda larga. Este tema deverá ser tratado com o
presidente da Comissão da Reforma Tributária da Câmara, deputado Antonio
Palocci (PT-SP), em reunião a ser marcada logo após o recesso parlamentar.
Segundo Valente, o governo, por meio de política pública acertada, reduziu
os tributos dos computadores permitindo que milhares de brasileiros pudessem
adquirir o produto. “Agora é lícito e razoável que esses brasileiros queiram
se conectar à internet, mas com tarifas que não tenham um preço proibitivo”,
defendeu.
Valente disse que a redução dos impostos dos computadores não derrubou a
arrecadação. Pelo contrário, a partir da legalização das vendas, essa
arrecadação até subiu. Ele acredita que a redução dos impostos no serviço de
banda larga terá comportamento semelhante.
O presidente da Telefônica disse que existem muitas idéias para se reduzir
os tributos da banda larga e uma delas é a que defende o deputado Júlio
Semeghini (PSDB-SP), que defende que o serviço seja taxado por ISS (Imposto
Sobre Servuços) e não pelo ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e
Serviços), como é hoje.
Valente lembrou que o setor de telecomunicações contribui de maneira
importante para o tesouro brasileiro. ele participou hoje de audiência com o
presidente Lula.
Fonte: Tele Síntese

Adicionar comentário 24 de Julho de 2008 às 17:40 admin

Cinquentões sem filhos compram mais

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Esse grupo de consumidores, que a Nielsen chama de maduros, são,
basicamente, casais de classe média e média baixa que moram sozinhos, ou
seja, sem filhos ou com os pimpolhos já criados e encaminhados.


Quando a reportagem do Valor ligou para Maria Inês Presotti Luchini ela
estava no salão de beleza. “Estou dando um trato no cabelo antes de entrar
na faca”, disse ela, que amanhã fará pela primeira vez na vida uma
lipoaspiração e plástica para levantar os seios. A loira de olhos azuis e
sempre sorridente diz que adora caminhar na praia. Faz dança moderna dois
dias por semana, treina musculação até quatro vezes, e ama fazer compras.
“Agora tenho tempo para mim. Gosto de me cuidar”, diz. Com base nessa
descrição, quantos anos o leitor acha que Inês tem? Quarenta? Quarenta e
cinco? Na verdade, Inês já está no que muita gente chama de meia idade, ou
seja, os 50 anos. E é essa a faixa da população na qual o consumo tem
crescido mais, segundo uma pesquisa feita pela Nielsen. Nos primeiros meses
de 2008 as pessoas com mais de 50 anos consumiram quase quatro vezes mais
que a média dos consumidores. Enquanto o aumento de consumo ficou em de 4,8%
entre os consumidores em geral, eles marcaram alta de 17,9%.
O problema é que, nem Inês, nem boa parte das pessoas com essa idade, têm
muito a ver com o estereótipo de quinquagenário que temos: algo mais para a
atriz Laura Cardoso do que para a sua colega Christiane Torloni. Só que
Laura, na verdade, tem 80 anos. E Christiane, embora não pareça, tem 51.
“Os homens e as mulheres na casa dos 50 anos hoje correspondem ao pessoal
que tinha 30 há décadas atrás. São gente muito mais jovem, apesar da idade
numérica. Isso porque as pessoas estão demorando mais para envelhecer”,
explica João Carlos Basílio, presidente da Associação Brasileira da
Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, a Abihpec.
Esse grupo de consumidores, que a Nielsen chama de maduros, são,
basicamente, casais de classe média e média baixa que moram sozinhos, ou
seja, sem filhos ou com os pimpolhos já criados e encaminhados. “Daqui para
frente, a mídia, a indústria e o varejo devem focar mais nesses
consumidores”, diz Patrícia Moraes, coordenadora de marketing da Nielsen.
“Demograficamente, essa faixa da população vai ser a mais numerosa”,
acrescenta. Hoje, calcula-se que entre os brasileiros com mais de 50 anos
haja 34 milhões de pessoas. Segundo dados da Fundação Sistema Estadual de
Análise de Dados (Seade), essa faixa etária crescerá 80% nos próximos 20
anos somente no Estado e São Paulo. “É um grupo já significativo e que está
começando a se impor como um dos consumidores com maior força. A tendência é
que isso se acentue ainda mais”, diz Patrícia.
Essa força de consumo, segundo a Nielsen, está se refletindo na compra de
produtos como artigos de beleza (tintura de cabelo e protetores solares) e
os relacionados ao bem-estar (como sucos concentrados). Até a alimentação
dessa nova geração de 50 anos é diferente. Para aproveitar mais o tempo,
muitos aderiram aos sanduíches. Por isso há mais gente nessa faixa etária,
segundo a Nielsen, comprando catchup (a penetração aumentou quase 6% para
essa faixa enquanto subiu menos de 1% para o resto da população).
Quanto antes a indústria, a mídia e o varejo perceberem essa mudança social,
melhor será para a economia, segundo Carla Vaselli, diretora de atendimento
da Research International. “A indústria farmacêutica, por exemplo, está
investindo mais em estética com foco nesse consumidor”, afirma ela. Tanto é
que o Mantecorp, laboratório fabricante do antialérgico Celestamine, lançou
há alguns meses sua linha News Care de produtos para o corpo, pele e
cabelos.
Outro exemplo é a fabricante de calçados Picadilly. “Sempre fizemos calçados
para senhoras, mas naquele estilo ‘basicão’: preto e salto anabela de cinco
centímetros”, diz a diretora de desenvolvimento de produtos da empresa, Ana
Carolina Grings. Mas há três anos a Picadilly resolveu rejuvenescer sua
linha. “Continuamos fazendo sapatos para um público que precisa de conforto.
Mas as linhas agora não lembram em nada sapatos para senhoras”, afirma ela.
Há modelos de bico fino, de salto baixo, alto, dourados, prateados. Mas a
forma é feita para um pé mais inchado. “As pessoas de 50 ou mais não querem
parecer que têm 50. Se o produto é rotulado para ‘velhos’, elas não
compram”, acrescenta. Com isso a produção da Picadilly vai passar este ano
de 8 milhões de pares para 10 milhões.
fonte: Valor Econômico

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Quando a calça encolhe, a polêmica cresce

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Há uma questão mercadológica. As marcas têm de atender o maior número de
biotipos para alcançar algum volume de venda.

As barras das calças masculinas subiram no verão americano. Mas não ouse
chamar de “pula-brejo”. É desdenhar demais de uma tendência que estilistas
como o moderninho Thom Browne, a clássica marca Brooks Brothers e a
tradicional rede Bergdorf Goodman se esforçam para colocar nas ruas, segundo
reportagem do “The Wall Street Journal”. Os ternos mais ajustados acompanham
calças que deixam tornozelos ao relento. Segundo especialistas do mercado
internacional, isso pode significar maior disposição masculina em ousar na
hora de se vestir.
É justamente essa falta de atrevimento fashion que atravanca o desembarque
da tendência no país. “Vejo esse visual há três coleções na Europa, antes de
chegar agora nos Estados Unidos. Aqui, apenas quem tem muita referência
estética deve adotar o look”, aposta Fernando Cunha, sócio do Clube de
Estilo, showroom que reúne diversas marcas brasileiras. “Só vejo os
bem-nascidos e bem-sucedidos que freqüentam a rua Amauri, aqueles bem
antenados, que viajam muito, aderindo ao visual.”
Se o consumidor precisa ter seguido corretamente a cartilha do bem vestir, o
estilista tem de mostrar sua dose de visionário. Qualidade que não falta à
Thom Browne, novaiorquino que estudou administração, mas se encantou com o
mundo da moda quando morou em Los Angeles.
Browne trabalhou na Club Monaco, marca do grupo Ralph Lauren. Em 2000 lançou
sua própria grife e criou fama de estilista premiado. Ganhou notoriedade ao
propor uma reinterpretação do clássico e do terno adotando uma calça mais
curta ou mesmo bermuda. Quando quiseram aderir às canelas de fora, tanto a
Brooks Brothers quanto a Bergdorf Goodman o contrataram para fazer os
desenhos.
A Bergdorf Goodman forrou suas vitrines com paletós ajustados e calças
curtas e a sensação era a de uma viagem aos anos 50 e 60. “Nos anos 50
surgiu timidamente o terno mais seco. Mas esse visual ganhou força na década
de 60 com os Beatles. Eles usavam roupas mais justas, secas, com gravatas
mais finas, e influenciaram uma geração,” afirma Renato Shibukawa,
coordenador do Senac Moda Informação.
Pouco se viu de experimentações similares no São Paulo Fashion Week deste
ano. A única marca que mexeu na altura das barras, propondo uma nova
silhueta para o verão, foi a V.Rom. Há três coleções a marca insiste na
proposta. “Sempre achei que esse visual combina com o Brasil porque somos um
país tropical. Mas, de fato, os brasileiros são conservadores. Vou insistir
até que a repetição faça que se acostumem. Somos uma marca de ponta e temos
de apresentar o novo”, justifica Igor de Barros, estilista da V.Rom.
Há uma questão mercadológica. As marcas têm de atender o maior número de
biotipos para alcançar algum volume de venda. “Um homem pode vestir 40 e ter
1,95 de altura. Se não sobrar no comprimento, essa calça vai encalhar”,
explica Cunha, do Clube de Estilo.
Para Shibukawa, a moda masculina busca inspiração na feminina. E o tal
tornozelo de fora dos moçoilos revive as capris e cigarettes já incorporadas
pelo público feminino. “É bastante comum que o guarda-roupa dos homens
sofram uma influência do que as mulheres usaram. Mas isso vem em um ritmo
bastante lento e deve demorar ainda mais porque a proposta dessa vez é na
moda formal”. O estilista Lorenzo Merlino tem a mesma opinião. “O brasileiro
é muito conservador. Saudosos anos 70, quando eles ousavam muito mais.”
Para não correr o risco de adotar o visual contemporâneo, mas cair no estilo
“pula-brejo-quase-nerd”, é preciso ter “atitude” e segurança. “Não pode
parecer que pegou a calça do irmão mais novo ou que a peça veio encolhida da
lavanderia”, completa Cunha. “Ficam bem com o ‘look’ homens altos, magros,
com perna fina”, diz ele.
Quem não quer encurtar a barra pode resvalar no outro extremo: deixar o
excesso de barra embolada no tornozelo. É o caso da tribo dos jovens
moderninhos que usam calça “skinny”. Se também não for o caso, a providência
é minimizar erros visuais e acertar na altura da barra adotando a clássica
mesmo. Mas, afinal, até onde deve ir o comprimento da calça?
A regra é similar à seguida pelas mulheres. Deve ser rente ao salto do
sapato. Muitos alfaiates fazem um pouco mais curto na frente para não
enrolar no sapato. A rigor, não é bacana mostrar a meia. “Mas nada é regra
tratando-se de tecido, que é algo dinâmico. O importante é ter harmonia”,
afirma Giampiero Ganiere, alfaiate que tem sua loja nos Jardins e que até
agora não subiu nenhuma barra além dos limites usuais.
fonte: Valor Econômico

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Pão de Açúcar rastreia o campo pelo computador

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O Pão de Açúcar vai lançar hoje um programa de rastreabilidade online de
frutas, legumes e verduras. Com ele, o grupo terá informações imediatas
sobre origem, quantidade, dimensões e tipos de defensivos usados na
produção. A idéia da rede é também tornar públicos esses dados, ferramenta
que deverá surgir em uma próxima etapa do programa.
O trabalho de identificação da origem e dados técnicos das cargas de frutas,
legumes e verduras começou a ser desenvolvido pelo Pão de Açúcar em 2002.
Com ele, o grupo reduziu de mais de mil para os cerca de 700 fornecedores
com os quais trabalha atualmente. “Temos que profissionalizar a agricultura.
Estamos preocupados em ‘vender saúde’, e a rastreabilidade atrai um
consumidor que tem essa consciência”, diz o diretor comercial Leonardo
Miyao.
A diferença entre o trabalho iniciado em 2002 e o que será apresentado hoje
é a apuração imediata dos dados. Os produtores terão que preencher os dados
no momento do embarque das cargas em direção a um dos sete centros de
distribuição da rede espalhados pelo país. Quando conferidas, as cargas são
aprovadas, rejeitadas ou motivarão um “alerta” ao produtor que não entregar
o produto dentro das especificações exigidas pela rede.
A adoção da rastreabilidade não é, contudo, uma ferramenta para barrar ainda
mais produtores da base de fornecedores, afirma Miyao. Segundo ele, um dos
resultados obtidos com o trabalho que começou em 2002 foi a redução dos
resíduos de agrotóxicos nos alimentos. A conformidade, que era de 82%,
passou a 95%, segundo ele.
Produtores com nível maior de adequação nos diferentes critérios serão
“premiados” com compras de volumes maiores pelo grupo, em detrimento dos
fornecedores com adequação menor. Isso garantirá a manutenção da base de
produtores no nível atual e evitará aumentos de preços com eventual redução
do time de produtores, argumenta o diretor.
O controle online das cargas de frutas, verduras e legumes do Pão de Açúcar
também vai acelerar o processo de triagem dos produtos, afirma Miyao. O Pão
de Açúcar movimenta 2,5 mil toneladas desses produtos por dia. “No Ceagesp,
são 8 mil toneladas por dia”, afirma. Além disso, os 700 produtores com os
quais a rede trabalha não ficam apenas no Brasil. As compras do grupo são
feitas em oito países.
Em 2007, a rede teve faturamento de R$ 17,1 bilhões. O segmento de frutas,
legumes e verduras respondeu por R$ 1,1 bilhão. Para este ano, a meta é
superar R$ 1,2 bilhão, afirma Miyao.
fonte: Valor Econômico

Adicionar comentário 23 de Julho de 2008 às 16:00 admin

Varejo vai reduzir o número de parcelas para driblar o calote

foto 56 - foto 56
Com o temor de um aumento da inadimplência, o varejo começa a estudar
medidas como a redução do número de parcelas, na expectativa de uma
acomodação do poder de compra dos consumidores brasileiros. Isso é reflexo
das pressões inflacionárias, principalmente nos preços dos alimentos, e da
expansão da oferta de crédito, que afetam diretamente o bolso dos
consumidores. Segundo a pesquisa de endividamento e inadimplência realizada
pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio), o nível de
endividamento do paulistano teve alta de 4 pontos percentuais em julho e
atingiu 53% dos consumidores entrevistados. Apesar disso, ainda há setores
para lá de otimistas, como o de shopping centers. De acordo com a
Associação Brasileira de Lojistas de Shopping Centers (Alshop), a previsão é
de que apenas as vendas voltadas ao Dias dos Pais tenham alta de 12 a 15% em
relação ao ano passado. Sem deixar de lado o otimismo por conta da data, o
que chama a atenção aos especialistas em varejo é que o índice de
endividamento indica que a inadimplência deve aumentar e pode levar o varejo
a tomar mais cuidado. Segundo Kelly Carvalho, assessora econômica da
Fecomércio, já era esperado um aumento do endividamento este mês, reflexo
imediato da alta dos preços, e a tendência é de que esse número aumente nos
próximos meses. Mas, se compararmos os números com os do mesmo período de
2007, quando o indicador era de 57%, houve queda de 3 pontos percentuais. No
que se refere ao nível de inadimplência - consumidores com contas em
atraso -, o índice ficou em 35%, uma elevação de 2 pontos percentuais em
relação a junho e queda de 4 pontos percentuais no contraponto ao mesmo
período de 2007. “A economia e o varejo em geral já estavam em ritmo
acelerado, em função da própria forte oferta de crédito desde o ano passado.
Não é que o comércio deixará de crescer, mas pode crescer menos. Haverá uma
desaceleração desse ritmo”, explica a economista. Ela destaca que o
endividamento é maior nas classes mais baixas, que costumam optar por mais
parcelas - na faixa de rendimento de até 3 salários mínimos, o índice é de
62%. Entre os consumidores que ganham de 3 a 10 salários, a porcentagem de
endividados é de 59%, enquanto entre os que ganham acima de 10 salários
mínimos, é de 40%. Quanto aos motivos da inadimplência, a pesquisa mostra
que a falta de controle financeiro impacta mais (33%); depois, o desemprego
(22%), o cartão de crédito (45%) e carnês (22%).
Impacto
Outros economistas, como César Fukushima, economista-chefe da consultoria
Gouvêa de Souza, concordam em que o varejo já está sentindo esse impacto, em
que o consumidor está mais cauteloso diante do aumento dos preços e com seu
orçamento comprometido, e em que todos estão atentos ao índice de
inadimplência para saber como agir, e deve seguir a oferta de crédito.
Fukushima lembra que desde 2003 a oferta de crédito só aumentou, segundo
dados do Banco Central, mas agora está se mantendo estável. Para ele, o
varejista de alimentos de bebidas sente mais agora, mas outros setores, como
vestuário, também serão afetados, porque o consumidor tende a cortar gastos
supérfluos. Entre as medidas que as redes varejistas estão tomando estão
liquidações e promoções. “É difícil para o comerciante manter o ritmo
positivo nas vendas, até porque ele não pode usar como atrativo as
facilidades de pagamento, se a inadimplência aumentar”, diz. Para o
professor Nuno Fouto, do Programa de Administração do Varejo (Provar-FIA), o
poder de compra do consumidor é inevitavelmente afetado pelas altas, mas não
se pode esquecer que o Brasil tem vivido um período inédito de aumento de
renda da população, que impulsionou muito o varejo e deve manter o seu
crescimento, embora menos acelerado. “Estamos mais preparados, vivemos um
período de aprendizado. Os varejistas que trabalham com crédito estão
aprendendo a negociar e fidelizar o cliente”, diz.
Shoppings
Para o setor de shoppings, o Dia dos Pais é esperado com otimismo, e a alta
das vendas em relação ao ano passado será de 13% a 15% no período, em média.
A Alshop acredita que o consumidor tem a intenção de gastar até R$ 120,00
com presentes para o pai. A Luigi Bertolli, por exemplo, prevê crescimento
real de 11% com o mesmo número de lojas e de 24% com as lojas novas.
fonte: DCI

Adicionar comentário às 15:20 admin

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