Arquivo de Março de 2008

Mais uma greve do funcionalismo público afeta setores da economia, causando pesados prejuízos. Desta vez são os auditores da Secretaria da Receita Federal que decidiram cruzar os braços por tempo indeterminado. Eles reivindicam um plano de carreira igual ao que foi concedido aos policiais federais e aos advogados da União e querem ganhar R$ 19,7 mil por mês.
Atualmente, o salário inicial de um auditor é de R$ 10 mil e o salário médio da categoria é de R$ 13 mil…
Mauricio.
SE VOCÊ, FUNCIONÁRIO DO SETOR PRIVADO, FIZESSE UMA GREVE SEMELHANTE, O QUE ACONTECERIA…? E QUANTO AO SEU FUTURO, JÁ PENSOU PORQUE OS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS POSSUEM APOSENTADORIA INTEGRAL, E VOCÊ NÃO?
COMENTE AQUI ESSES E OUTROS FATOS INEXPLICÁVEIS!
31 de Março de 2008 às 11:40
admin

O varejo via internet vem crescendo no Brasil nos últimos anos a taxas significativas.
Em 2007, a expansão foi de 45%, movimentando R$ 6,4 bilhões. No acumulado dos últimos dois anos, o crescimento chegou a 156%. Nos EUA, as vendas via internet cresceram 25% em 2007 sobre 2006, alcançando US$ 275 bilhões. No mês de dezembro, cresceram 20% contra a estagnação nas vendas do varejo como um todo.
Essa expansão depende de diversos fatores: ampliação de base instalada de computadores, conectividade, acesso a meios de pagamento eletrônicos, oferta estruturada por parte do varejo, curva de experiência de varejistas e consumidores, confiança nos varejistas e segurança.
No caso do acesso ao principal meio de conexão, o computador pessoal, o Brasil vivencia uma revolução. A somatória de incentivos fiscais, apreciação cambial, e dominância do varejo de massa com sua estrutura de crédito, faz da informática a categoria de maior crescimento no varejo brasileiro nos últimos dois anos.
Em 2006 e 2007, as vendas cresceram cerca de 30% ao ano em termos reais. No último ano, foram vendidos mais PCs que televisores, alcançando 10,7 milhões de unidades, o que coloca o Brasil como 5º maior mercado de PCs no mundo.
O computador tornou-se bem de consumo de massa e penetrou nos domicílios da classe C. Somando-se a isto o barateamento e penetração de acesso à internet em banda larga e a difusão dos meios de pagamento eletrônicos, está caracterizado cenário positivo para que as vendas via internet continuem crescendo a taxas elevadas. O acesso residencial à internet no último ano aumentou 50%, chegando a 21,1 milhões de usuários segundo Ibope/NetRatings. Se incluídos o acesso em outros locais, esse número cresce para 39 milhões de pessoas.
Um elemento que poderá estimular adicionalmente o canal eletrônico é o emergente comércio móvel, ou m-commerce, que tem na internet móvel baseada em celular grande potencial de expansão. O Shopping The Garden State Plaza, localizado em New Jersey (EUA),
implementou um serviço que permite a busca, via internet ou celular, de produtos nas lojas do shopping, pesquisa de preços e estoque, reserva e aquisição. Além disso, a partir de cadastramento, os clientes recebem semanalmente as promoções dos lojistas. Em pouco tempo, será possível identificar clientes ao entrarem no shopping e enviar comunicações dirigidas.
O celular foi utilizado por 11% dos consumidores americanos como instrumento de pesquisa nas compras do último Natal. Vale lembrar que no Brasil há 120 milhões de linhas celulares habilitadas.
De outro lado, o varejo vem desenvolvendo processos e ferramentas que possibilitam a integração e estímulo cruzado entre os diversos canais de venda. A Circuit City, segundo maior varejista de eletroeletrônicos nos EUA, permite comprar em seu site e retirar em uma loja da rede em no máximo 24 minutos. Caso o produto não esteja disponível, o cliente ganha um gift card no valor de US$ 24. Na Livraria Cultura, o site também oferece possibilidade de retirar o produto na própria loja.
Portanto, configura-se cenário de oportunidade para desenvolvimento do canal de internet para empresas de varejo, que podem beneficiar-se da integração sinérgica aos canais convencionais como forma de ampliação de serviço, cross-selling, informação e relacionamento com os consumidores.
Fontes: Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 2/ Alberto Serrentino - Sócio
sênior da Gouvêa de Souza & MD e autor do livro Inovações no Varejo:
Decifrando o Quebra-Cabeça do Consumidor
28 de Março de 2008 às 17:40
admin

O uso da televisão para influenciar o consumidor no momento da compra começa
a ganhar mais espaço no varejo, em especial no setor de supermercados.
Ontem, o Wal-Mart lançou oficialmente sua rede de TV no Brasil. Foram
instaladas mais de 5 mil aparelhos de televisão em 119 lojas do grupo. Até
então, o Carrefour tinha saído na frente. Desde 2004, a rede francesa faz
testes desse tipo de mídia em suas lojas e, em janeiro deste ano, finalizou
o projeto ao colocar mais de 1,9 mil monitores em seus 112
hipermercados. Neste domingo, o grupo Pão de Açúcar dá início ao
seu projeto piloto de televisão em cinco lojas paulistanas da bandeira
Extra - com o mesmo fornecedor do grupo Carrefour, a empresa CerejaPRN. Até
o final do ano, o Pão de Açúcar planeja ter instalado TVs em todos os 91
hipermercados do grupo, segundo informações da assessoria de imprensa da
varejista. Além de “melhorar a experiência de compra do consumidor”, o
intuito dos canais de TV é estimular a compra por impulso. O setor estima
que cerca de 75% dos consumidores decidem a marca que irão adquirir no
próprio ponto-de-venda. Para Rodrigo Lacerda, diretor de marketing
corporativo do Carrefour, esse tipo de mídia tem ainda outra vantagem. “É
possível avaliar o retorno sobre esse tipo de investimento publicitário,
pois o impacto é automático”, diz. Em um segundo momento, essas mídias podem
se tornar, também, uma fonte de receita, já que o contrato estipulado entre
os varejistas e os fornecedores do serviço de sinal digital prevê a divisão
da venda do espaço publicitário entre ambos. No Wal-Mart dos EUA, por
exemplo, essa já é uma realidade. A TV Wal-Mart é o quarto maior canal de TV
daquele país, com uma audiência de 79,9 milhões de espectadores por mês, e
perdendo apenas de redes tradicionais como NBC, ABC e CBS. No Brasil,
estima-se que o canal poderá atingir 43,5 milhões de visitantes mensais. “A
fonte de receita das verbas publicitárias podem ser significativas no
futuro, se esse negócio crescer como nós esperamos”, diz José Eduardo
Cabral, vice-presidente comercial do Wal-Mart no Brasil. O concorrente, no
entanto, não tem a mesma visão. “O impacto da mídia é mais importante nesse
momento. A verba publicitária não será uma receita significativa pois o
custo da operação é alto”, diz Lacerda, do Carrefour. No modelo de negócio
do Carrefour, desenvolvido em conjunto com a empresa de sinal digital
CerejaPRN, em uma hora de programação, 40 minutos são de conteúdo da
Globosat e os 20 minutos restantes são de anúncios. Além disso, o anunciante
tem a opção de escolher com qual público se comunicar. “Conseguimos
segmentar por regiões do país ou por lojas”, diz Lacerda. A TV Carrefour já
atraiu anunciantes como Kellogg’s e Johnson & Johnson. Segundo o executivo,
num segundo momento, a TV Carrefour será instalada em outros negócios do
grupo, como em farmácias e postos de gasolina. O projeto do Wal-Mart em
conjunto com a SubWay Link começou há um ano. Segundo Arnold Eugênio
Correia, diretor-geral da SubWay Link, metade da programação será
informativa (parceria com a Rede Bandeirantes) e conteúdo institucional do
Wal-Mart. A outra metade ficará por conta dos anúncios de empresas como
Kimberly-Clark e Nestlé. Nos dois casos, tanto a CerejaPRN quanto a SubWay
Link são responsáveis pela venda do espaço publicitário. O Wal-Mart lançou
quatro tipos de canais ontem: TV Wal-Mart para o Brasil, uma TV para a
bandeira Big, uma para o Bompreço e uma quarta para o Sam’s Club.
Fonte: Valor Econômico, Empresas & Tecnologia SP
27 de Março de 2008 às 12:00
admin

Um novo cenário em relação ao perfil dos consumidores brasileiros chama a
atenção dos varejistas, que precisam ficar atentos à briga pelo formato de
loja para o público de menor renda. Com o aumento do poder aquisitivo da
população, pela primeira vez na história houve na prática uma mudança na
pirâmide dos clientes, com a queda na desigualdade de renda entre as classes
A e E, além da ascensão de um grande contingente à classe C e um pequeno
aumento da renda média das classes D e E. Redes como o Wal-Mart, Pão de
Açúcar e Carrefour estão de olho nisso, e acirram a disputa por esses
clientes com expansão voltada ao perfil de baixa renda, cada vez mais
capitalizada e afoita por gastar. Em 2007, a classe C saltou de 36%, em
2006, para 46%, no ano passado. Além disso, a renda média familiar das
classes A e B caiu 11% no ano passado, enquanto a das classes D e E subiu de
R$ 545 em 2005 para R$ 580 em 2007, ou seja, pouco mais de 6%. Já a classe C
permaneceu no mesmo patamar, com renda média de R$ 1.100. “É importante
ressaltar que o número de pessoas que passou de D e E para C teve um aumento
de sua renda média mensal de R$ 580 para esses R$ 1.100″, explica Franck
Vignard-Rosez, diretor executivo de Marketing, Parcerias e Novos Negócios da
Cetelem Brasil, do grupo BNP Paribas. O cenário vem do levantamento da
financeira Cetelem, em parceria com o Instituto de Pesquisa Ipsos, com o
intuito de compreender as regiões em que atua. A pesquisa também é feita em
outros países, como França, Itália, Espanha, Portugal, Alemanha e
Bélgica.
Wal-Mart
Se dizendo à frente da concorrência e de olho no potencial do setor de
varejo popular, a rede norte-americana Wal-Mart também levantou dados do
mercado brasileiro e estima que existam atualmente 60 milhões de pessoas com
o perfil de emergentes, e a previsão é de que haja 120 milhões até 2015.
Para atender a esse público em potencial, a companhia afirmou que vai criar
pontos-de-venda de baixo investimento e de estrutura simples, com depósitos
pequenos e vista à produtividade, entre as bandeiras Todo Dia e Maxxi,
conforme noticiado ontem pelo DCI. A novidade, porém, é que ao perceber que
entre seus consumidores o perfil oscila entre pessoas de 25 a 50 anos, dos
quais, entre os chefes de família, 45% têm o primário incompleto, a
supermercadista viu que era preciso ampliar a oferta dos itens regionais,
por haver força na fidelidade dos clientes com as marcas produzidas em seus
estados. Assim, de acordo com o vice-presidente de Operações Nordeste da
rede, Marcos Ambronsano, para atender o público de baixo poder aquisitivo
será preciso investir em produtos e serviços adequados para esta população.
“Marcas próprias e marcas líderes serão importantes para esta faixa. É
importante que as marcas reflitam valores da comunidade”, disse ele.
Ambronsano lembrou que o seu cliente popular gosta de ter serviços à
disposição no ato da compra. “No açougue, quer escolher o tipo de corte. Nos
frios, quer experimentar um pedaço; nós temos de nos adaptar a essa
situação.” Para o vice-presidente da rede, é cada vez mais importante
atender ao perfil do consumidor popular da Wal-Mart, que é de mulheres da
classe C, D e E, casadas e com crianças pequenas. Segundo ele, a maior
procura no momento das compras é basicamente por bens como eletrodomésticos
e remédios, principalmente os genéricos. “Nossos clientes gostam de serviços
e procuram várias soluções financeiras. Crédito, portanto, é uma das suas
expectativas”, complementou. Marcos Ambronsano lembra que o foco da expansão
da marca no mercado brasileiro agora será voltado à área de mercearia e
perecíveis, em lojas de até 40 funcionários por unidade. O preço será a base
e a espinha dorsal do plano e o percentual “será 9,8% abaixo da cesta de
compras pesquisada em quatro concorrentes”, disse ele.
Concorrência
Outros gigantes que brigam pelos clientes de renda menor, mas consumidores
vorazes, são os franceses do Carrefour e o Grupo Pão de Açúcar. Os dois,
líderes do setor no País, criam maneiras de atuar no perfil com o varejo de
multiformato. O Grupo Pão de Açúcar abrange as bandeiras Pão de Açúcar,
Extra Perto, CompreBem e Sendas, o hipermercado Extra, e as lojas de
produtos eletrônicos/eletrodomésticos Extra-Eletro. O mercado de lojas de
conveniência é explorado pelo Extra Fácil, e o ‘atacarejo’ agregado com o
Assai, no ano passado. Agora, o Grupo mira as TVs digitais para impulsionar
as vendas nas lojas, como a já experimentada em 50 unidades Pão de Açúcar.
No próximo domingo (31/3), a empresa estréia o projeto piloto de TV indoor
nas lojas Extra. A ação terá dois meses de duração e será implantada em
cinco hipermercados da rede na capital. A mudança na pirâmide social no
País, com a ascensão de grande contingente da população à classe C, um
pequeno aumento da renda média das classes D e E, e a sintomática redução da
distância entre essas classes e a alta renda, muda o cenário do varejo. A
classe C saltou de 36% da população, em 2006, para 46%, chegando a 86
milhões de pessoas em 2007. Enquanto a renda média familiar das classes A e
B caiu 11% no ano passado, a das classes D e E subiu mais de 6%, segundo
estudo da Cetelem (do Grupo BNP Paribas). De olho nesse movimento social,
gigantes como o Wal-Mart lançarão pontos-de-venda de baixo investimento, com
depósitos pequenos e vistas à produtividade. O vice-presidente de Operações
Nordeste da rede, Marcos Ambronsano, diz que a estratégia foi adotada para
atender ao perfil do consumidor popular, de mulheres da classe C, D e E,
casadas e com crianças pequenas. E também dos chefes de família que fazem
compras na rede, dos quais 45% têm o primário incompleto. Por isso as lojas
adotam uma comunicação audiovisual, como a TV digital no ponto-de-venda.
“Esse consumidor visa não só preço, mas hoje está buscando acesso a bens
como eletrodomésticos e remédios que tinha dificuldade de conseguir.” O
Grupo Pão de Açúcar também migra para nova forma de comunicar-se e vai
lançar, neste domingo, o seu projeto piloto de TV indoor nas lojas Extra. A
ação será implantada em cinco hipermercados da rede.
fonte: Jornal DCI, Comércio/SP
às 11:40
admin

Aquisição, concluída após um ano, inclui rede de 63 livrarias, uma editora e
um site de comércio eletrônico.
A Saraiva anunciou ontem a aquisição da Siciliano, após um ano de duras
negociações, com direito a idas e vindas e oferta de candidato de última
hora. A Saraiva pagou R$ 60 milhões pela rede de 63 livrarias (52 próprias e
11 franquias), pela editora - que tem os selos Arx, Futura, Caramelo e
ArxJovem - e pelo site de comércio eletrônico. Junto, leva também uma dívida
de R$ 13,6 milhões.
As duas redes terão 99 lojas no País e um faturamento de R$ 580 milhões por
ano. O interesse inicial da Saraiva era apenas pelas livrarias, mas acabou
tendo de levar o pacote completo. Segundo o diretor-presidente da Saraiva,
Marcílio Pousada, a empresa ainda não tem uma definição sobre o futuro da
marca Siciliano. “Estamos estudando se vamos manter ou não”, afirma. Alguns
selos e títulos também podem ser cortados.
A Saraiva pretende mudar o padrão das lojas Siciliano, mas o investimento
mais imediato será no aumento do acervo de livros, que caiu muito nos
últimos tempos em função da crise vivida pelo grupo. Por anos, ela ficou no
vermelho e acumulou uma dívida, hoje razoavelmente sob controle. A editora
vinha perdendo boa parte dos seus grandes escritores. São nomes como Adélia
Prado, Lya Luft, Danuza Leão, Raquel de Queiroz e Mario Vargas Llosa.
Sobraram bons títulos principalmente na área de negócios.
A venda não foi fácil. Não havia consenso entre a família Siciliano e o
fundo de investimentos americano Darby, que comprou 35% da empresa em 1998.
“Faltou pouco para não sair. Os acionistas brigaram até o último minuto”,
diz uma fonte próxima aos acionistas. “O Osvaldo Júnior (filho de um dos
dois fundadores, Osvaldo Siciliano) chegou a tentar uma operação paralela
para comprar a parte do Darby e vender mais caro depois. A idéia não durou
muito.”
A família queria vender, mas cada um dos sete membros do clã tinha uma
opinião sobre o quanto estariam dispostos a receber. O Darby queria se
livrar do problema. O fundo deve ter embolsado metade do dinheiro (em dólar)
que colocou no grupo há quase dez anos.
Na reta final das negociações, apareceu mais um interessado. A rede de
livrarias La Selva chegou a acertar um acordo com o family office de um
grande grupo para levar a Siciliano, segundo fontes do mercado. Desde que as
conversas começaram, há um ano, a Siciliano também recebeu propostas de um
grupo estrangeiro, de três fundos de private equity e de duas livrarias de
médio porte - Curitiba e Leitura, de Belo Horizonte - que queriam se juntar
para fazer uma oferta. A Saraiva foi assessorada pelo Pátria Investimentos.
O mandato de venda da Siciliano estava com a Rosenberg Partners.
fonte: Estadão.com
26 de Março de 2008 às 15:00
admin

A Lojas Renner informou ontem ao mercado a intenção de comprar 100% da rede
carioca Leader Magazine e, indiretamente, 50% do capital da Leader
Administradora de Cartões de Crédito, que tem como sócio o banco Bradesco e
uma base de 3,5 milhões de cartões private label. A rede apresentou um
faturamento de R$ 697 milhões no ano passado, resultado 20% superior que o
de 2006.
Segundo José Galló, presidente da Renner, o valor da aquisição só será
divulgado em 120 dias. O executivo afirma, porém, que a compra vai marcar a
entrada da Renner no nicho de varejo para as classes C/D. “A idéia é haver
complementaridade dos negócios e manter as marcas com gestões distintas.”
A Leader também trará a oportunidade de a Renner entrar no segmento
industrial. A rede carioca, fundada pela família Gouvêa em 1951, tem uma
fábrica em São Gonçalo (RJ) que supri em cerca de 30% as mercadorias da
rede.
Há dois anos, a Leader passa por um processo de reestruturação que afastou
os proprietários da gestão e iniciou uma fase de expansão nacional. A meta
da rede é alcançar 70 lojas até 2009 - 14 só este ano.. Para isso, prevê
investir entre R$ 45 milhões e R$ 50 milhões, sendo que desse total, R$ 29
milhões são aporte do BNDES.
Fonte: Gazeta Mercantil
às 14:20
admin

“O varejo é, possivelmente, uma das mais antigas atividades econômicas de que se tem notícia”
Das primeiras lojas tradicionais de secos&molhados, mercearias, armazéns e empórios de esquina com atendimento pessoal - muitas vezes feito pelo próprio dono, produtos vendidos a granel, cadernetas de anotação para venda a prazo indeterminado (vulgo fiado), à recente divulgação da criação de etiquetas inteligentes – “smart tags”, que irão dispensar o processo de leitura individual dos produtos nos “check-outs”, a estrutura do varejo se transformou muito nos últimos 50 anos.
Foi exatamente esse histórico que gerou um problema para o segmento nos dias atuais: a pouca profissionalização na sua gestão.
Inicialmente representado por micro e pequenas familiares, o setor vem sofrendo, a exemplo de outros setores econômicos, um forte movimento de concentração e internacionalização.
Surgiram as grandes redes que passaram a dominar o cenário nas principais cidades do país. Termos como globalização, internacionalização, expansão, fusão e abertura de capital na bolsa passaram a fazer parte do dia-a-dia desse segmento.
O varejo tem papel importante na inclusão social, quer seja pela sua participação no PIB, quer seja pela característica de aproveitamento de mão-de-obra em larga escala. E a razão é quase óbvia: não existe automatização que substitua um bom atendimento pessoal.
Não obstante à grande contribuição gerada diretamente pela mão-de-obra qualificada, existe pouco ou quase nenhum investimento em formação no varejo. Salvo raras exceções, as empresas praticamente não investem em capacitação e atualização. Para piorar, o “turn-over” no varejo é seguramente o mais elevado dentre os segmentos da economia.
Por outro lado, as escolas de ensino superior pouco se dedicaram a esse segmento. Basicamente o motivo foi à profissionalização tardia do segmento – não havia demanda para o ensino, portanto não havia oferta (até então se imaginava que não era preciso diploma para ser um “merceeiro”). A própria origem das escolas, idealizadas a partir da teoria geral de administração, ou seja, conceitos baseados no momento da revolução industrial e não na relação de consumo propriamente dita, dificultaram a disseminação de cursos especializados no setor.
Essa realidade mudou recentemente, com a introdução dos cursos superior de administração com ênfase em varejo (além de especializações e pós-graduações). Atualmente as melhores escolas de negócio do país possuem matérias ou cursos específicos no chamado “último elo da cadeia”, referência ao derradeiro “momento da verdade” que ocorre exatamente no ponto-de-venda.
Não foi surpresa, portanto o resultado do Censo realizado durante o ano passado, que buscou identificar o perfil dos profissionais que atuam no mercado varejista brasileiro. A amostra, extraída dos quadros associados da Aprovare - Associação dos Profissionais do Varejo, gerou 647 respondentes.
Dentre os principais aspectos levantados pelo Censo 2007, destacaram-se:
- A esmagadora maioria (60,3%) dos profissionais tem formação superior em Administração de Empresas (só para ilustrar, a segunda colocação é formação em Publicidade, com apenas 8,2%).
- Não obstante à responsabilidade gerada pelo nível de cargo exercido (46% são gerentes e diretores), a remuneração desses profissionais é bastante baixa se comparada a outros segmentos da economia (40% dos respondentes ganham menos de R$2.000 mensais).
- A idade média desses profissionais é de 34 anos; são em sua maioria homens (71%), casados (61%) e com nível superior (54%).
- Possuem considerável experiência profissional (53% tem mais de 10 anos de experiência), cerca de 1/3 (34%) dominam um segundo idioma, porém nesse momento da vida não estão estudando (62,5%).
Portanto, identifica-se ai uma oportunidade, que certamente gerará demanda para as instituições de ensino. Certamente será preciso adequar ainda mais as grades dos cursos para a realidade de carga horária do mercado varejista, de forma a atender as necessidade desses profissionais (lembrete: o varejo trabalha 7 dias por semana, e parte dele 24hs por dia).
Mauricio.
25 de Março de 2008 às 14:05
admin

Com expectativa de atrair investidores para o varejo de itens de casa e decoração, a brasileira Pepper, especializada no ramo, acaba de driblar concorrentes de 23 países e ganhar o Prêmio GIA (Global Innovator Award), um dos mais importantes em varejo e inovação de artigos para a casa. Esta é a segunda vez em que uma loja brasileira ganha o GIA; a primeira foi a concorrente Tok&Stock, em 2004.
A premiação aconteceu em Chicago, nos Estados Unidos, a feira Internacional Home & Housewares Show. Além da Peper, outros premiados foram Galeries Lafayette, da França, Taste, da Austrália, Schafferer, da Alemanha e Casa Palácio, do México.
Os principais critérios que fizeram da Pepper uma das cinco vencedoras foram a inovação das ações de marketing e ações enfocadas em canais de venda específicos por tipo de cliente. Michel Papescu, sócio da Pepper, que estava desde sábado nos Estados Unidos e chega hoje ao Brasil, diz que espera, com o prêmio, atrair a atenção de investidores para o setor. Como na moda, investidores perceberão o potencial do mercado de artigos para a casa e investirão principalmente em sua profissionalização, prevê o empresário, que além de duas lojas na capital paulista, abrirá mais duas na cidade este ano.
FONTE: DCI
20 de Março de 2008 às 15:59
admin

Numa iniciativa inédita, a diretoria executiva da BR Distribuidora aboliu terno, gravata e salto alto até o fim do verão, instituindo o traje informal. Paulo Otto von Sperling, gerente executivo de Relações Institucionais da BR, responsável pela medida, explica: “A companhia decidiu abolir o uso do terno, da gravata e do salto alto até o fim do verão. Mas a força de trabalho continua a cultivar uma aparência pessoal e vestuário compatíveis com o ambiente institucional e cultural em que atua. A tendência é de que a roupa casual se torne padrão. Nossa produtividade aumentou, a ambiência melhorou”, afirma.
“Trabalhando com o casual day estendido a todos os dias da semana, as pessoas se sentem mais à vontade, livres da obrigação de usar trajes reconhecidamente inapropriados para o calor carioca, como o terno e gravata e salto alto, e assim produzem mais e melhor”, completa o executivo. Seus colegas comemoraram a decisão. Querem que a medida se estenda para os outros meses do ano, não só no verão.
O caso abriu discussões entre dirigentes brasileiros, que têm opiniões divididas sobre o melhor traje para um executivo trabalhar. Marcelo Toledo, diretor da Paig Brasil, um jovem rapaz que usa, diariamente, ternos impecáveis, diz que “adoraria aposentar o traje”, ou, ao menos, usar um “uniforme” mais simples e menos calorento. “Já trabalhei no marketing da Microsoft, nos Estados Unidos, ao lado de Bill Gates. Sabe o que ele usava todos os dias? Calças cáqui, pólos pastéis e qualquer tipo de sapatos. Isso prova que querer impressionar por meio da aparência pode ser uma coisa muito relativa”, observa.
“Seria excelente se pudesse usar as mesmas roupas de meu cliente. Se, num encontro, eu estou de terno e ele usa jeans, isso pode intimidá-lo de alguma forma. Se ele está de terno e eu de chinelos de borracha, pode ser que ele não me dê credibilidade”, filosofa o jovem executivo.
No mesmo restaurante em que Marcelo Toledo fazia um happy hour com amigos, em uma mesa próxima, Sérgio de Nadai, diretor-presidente da Denadai Alimentação, estava usando uma gravata de cetim verde amarrada na cabeça. “Faço de tudo para fugir do terno e da gravata. Isso aqui é um horror”, diz, apontando o paletó. “Essa atitude da BR é uma maravilha”, observa o empresário, que tem como cliente a distribuidora. “Com esta gravata na cabeça, assim, parece que ele fez o movimento inverso dos anos 60 aos 80. De yuppie virou hippie com a maior facilidade”, diz um amigo, enquanto alguns vizinhos de mesa caem na gargalhada. “Você está indo contra a moda, que é ser metrossexual hoje”, diz um outro integrante da roda de amigos.
O certo é que trabalhar ou não em traje social pode dividir as opiniões. Chieko Aoki, CEO do Blue Tree Hotels, por exemplo, diz que seus hóspedes podem andar descalços nos hotéis da rede, mas seus funcionários têm que estar impecavelmente vestidos. “Há profissões que são mais permissivas. A minha não é”, diz ela, que usa um tailleur de cetim prata de uma grife japonesa, por ocasião desta entrevista. “O ex-primeiro ministro japonês (Koizumi) tentou abolir o terno entre seus iguais durante o verão japonês. Teve que voltar atrás. Japonês é super formal”, diz.
Renata Mello, economista e consultora da área de imagem corporativa, diz que, não importa se de terno, salto alto, ou roupa casual, o importante é que os funcionários de uma empresa tenham bom senso ao se vestirem. “Algumas mulheres confundem casual day com balada, e exageram na minissaia, no umbigo de fora e nos decotes. Homens também podem errar ao deixar o terno no armário. Muitos acham que podem se vestir como se estivessem indo jogar futebol.” A dica que a consultora dá é prestar atenção a cada detalhe. A começar pelas meias, ou ausência delas.
fonte: Gazeta Mercantil
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19 de Março de 2008 às 14:04
admin

Um consumidor que considera o modelo atual praticamente esgotado, não faz questão do produto mais barato e também não é refém de marcas famosas. Este é um resumo do perfil do comprador do futuro apresentado ontem em Barcelona, na Feira Alimentaria. A definição é baseada na população da Espanha e pode ser estendida aos demais membros da União Européia e a outros países desenvolvidos. A busca por melhores condições de realizar as compras deve influir também no tamanho e formato dos supermercados, tendência já identificada pelos grandes grupos de varejo, inclusive no Brasil.
Na opinião de Josep Montserrat, diretor da TNS Global, consultoria que elaborou o estudo, o consumidor do futuro é mais exigente e está disposto a pagar mais por produtos que se encaixem em seus hábitos. De acordo com o levantamento, é uma cultura que prioriza a compra inteligente. No caso do segmento voltado às necessidades básicas, o preço é fundamental. Mas o mesmo não vale para o consumo de maior valor agregado, em que o preço mais alto pode até ser um atrativo. “O consumidor tende a priorizar mercadorias de alta qualidade, novidades e ampla oferta”, destacou Montserrat. Segundo ele, a conclusão do levantamento aponta que este perfil de comprador não quer ter a sensação de que está perdendo tempo durante as compras e espera facilidade no transporte das mercadorias e na visualização das informações que busca.
Tais exigências tendem a diminuir o tamanho dos supermercados. Na Espanha, no ano passado o maior crescimento em número de estabelecimentos, 11% na comparação com 2006, foi verificado nos que vão de 1 mil m2 até 2,5 mil m2.
Já a quantidade dos hipermercados com mais de 5 mil m2 aumentou 2,7%. “A pretensão de atender a todos os públicos está acabando. A revolução será segmentar o máximo possível, mas isto ainda leva tempo”, estima.
Ao mesmo tempo em que procura agilidade, o consumidor valoriza os serviços adicionais que proporcionam mais conforto no estabelecimento. Neste sentido, o diretor da TNS citou como exemplo Starbucks, Zara e Apple. “Em um novo cenário, é preciso romper a relação tradicional entre cliente e prestador de serviço”, finalizou.(GM)
fonte: Valor Online
14 de Março de 2008 às 14:57
admin
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