Arquivo de Janeiro de 2008

O grupo Pão de Açúcar está começando a colocar em prática um de seus maiores projetos deste ano: a implementação de um sistema de gestão empresarial (o chamado ERP). Hoje, a rede varejista roda com centenas de sistemas diferentes — o que, obviamente, acaba dificultando o fluxo das informações e a padronização dos processos. Para minimizar o problema em meados do ano passado o Pão de Açúcar negociou com a SAP a compra de alguns pacotes de softwares. O primeiro a começar a rodas será o que controla as atividades das áreas de finanças, controladoria e tesouraria. Embora não revele o valor do investimento, o Pão de Açúcar garante que seu projeto de implementação do SAP será o maior do varejo brasileiro.
fonte: Portal Exame
31 de Janeiro de 2008 às 13:52
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Estratégia do Oceano Azul, A
W. CHAN KIM RENEE MAUBORGNE
Em busca de um crescimento sustentável e lucrativo, de olho em fatias generosas do mercado e trabalhando para tornar seus produtos — ou serviços — diferenciados em meio à concorrência, muitas empresas entram numa roda-viva de competição bruta, pesada.
O resultado dessa “batalha” é um “oceano vermelho”, nascido da luta sangrenta entre rivais por um potencial de lucros muitas vezes decrescente. Esse é o problema, segundo W. Chan Kim e Renée Mauborgne, autores de A Estratégia do Oceano Azul. Eles ensinam: “Não concorra com os rivais — torne-os irrelevantes”.
Kim e Mauborgne também avisam: é bem pequena a probabilidade de uma estratégia convencional se transformar em crescimento lucrativo no futuro. Aliás, bons e maus exemplos disso na Europa, na Ásia e nos Estados Unidos estão no livro. Em síntese: ao invés da luta sangrenta no “oceano vermelho” da competição nos moldes conhecidos, deve-se criar estratégias inovadoras para desbravar “oceanos azuis” de espaços inexplorados de mercado.
Muitas empresas acabaram se perpetuando não pela continuidade de suas operações, mas depois de passarem por mudanças e rupturas significativas — Du Pont, Swatch, General Electric, Accor são empresas do Oceano Azul que reinventaram seus setores, criando valor único para seus clientes e, conseqüentemente, valor sustentável para seus acionistas, empregados, fornecedores e para a sociedade”, comenta — no Prefácio à Edição Brasileira — André Ribeiro Coutinho, diretor e um dos consultores da Symnetics, que realizou a revisão técnica dessa tradução. Ele cita como exemplos de empresas nacionais que realizaram “inovações de valor” as Casas Bahia (“pela idéia genial de um varejo para atender consumidores das classes C e D”) e a Gol Linhas Aéreas (“que vem transformando o setor de aviação brasileira”).
às 13:43
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O comércio varejista movimentou R$ 75,3 bilhões na cidade de São Paulo em 2007, de acordo com informações divulgadas nesta quinta-feira pela Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo). A cada segundo foram gastos no comércio da capital paulista R$ 2.388.
Segundo o levantamento, até 2006, o varejo paulistano empregava 541.370 pessoas e envolvia um universo de 98.978 empresas.
O consumo mensal das famílias da cidade de São Paulo ao longo de 2006 foi da ordem de R$ 9,8 bilhões. Trata-se de uma cifra 2,7 vezes superior ao consumo total de toda região Norte (R$ 3,5 bilhões) e 39% maior do que os gastos das famílias do Estado de Minas Gerais (R$ 7 bilhões).
As famílias da cidade de São Paulo com renda mensal superior a 30 salários mínimos gastaram, por mês em 2006, R$ 3,9 bilhões.
Fonte: Diário do ABC
25 de Janeiro de 2008 às 12:15
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A rede Smart, uma associação de pequenos supermercados de bairro patrocinada pelo grupo atacadista Martins, prepara-se para dar um grande salto. A empresa irá implementar o sistema de comunicação via satélite da multinacional americana Hughes, que fornece a mesma tecnologia nos Estados Unidos para o Wal-Mart, a maior varejista do mundo.
O sistema permitirá que os clientes paguem suas compras com o cartão de crédito ou débito no próprio caixa e não mais em um balcão à parte.
Com isto, esses pequenos comerciantes estão se antecipando à disseminação do uso do cartão entre a população de renda mais baixa . Segundo Henrique Escobar, diretor executivo da Smart, 20% das compras feitas na rede são pagas com cartão, mas esse percentual deve atingir 40% em dois ou três anos.
“No Brasil, há ainda a percepção de que a tecnologia via satélite é algo muito caro, só acessível às grandes empresas. Mas isto não é mais assim. Hoje, ela compete com outras tecnologias”, afirma diretor de marketing da Hughes, Rafael Guimarães. Este é o segundo grande contrato da empresa com uma rede varejista.
A rede Smart atingiu R$ 4 bilhões de faturamento em 2007 e chegou bem perto de 1 mil lojas - a cadeia fechou o ano com 942 filiados, que estão espalhados por nove Estados e o Distrito Federal. Em 2006, os 820 supermercados que estavam sob o guarda-chuva da marca venderam R$ 3,5 bilhões. Com esses resultados, a Smart já seria a quarta maior varejista de alimentos do país, ficando atrás somente do Carrefour, Grupo Pão de Açúcar e Wal-Mart.
Para sobreviver ao avanço dos grandes grupos, os pequenos supermercadistas passaram a criar associações, como, por exemplo, as centrais de compra, o que lhes permite ter ganhos de escala. A Smart, que foi criada no ano 2000 pelo grupo Martins, é uma prestadora de serviços para os seus filiados, que pagam uma taxa pelo uso da marca.
Nos últimos anos, o pequeno comércio conseguiu crescer até mesmo mais do que as grandes cadeias, que agora estão buscando novas portas de entrada nos territórios habitados pelas classe C e D.
O próprio Martins cresceu 20% no ano passado. Segundo Henrique Escobar, diretor-executivo da Smart, a marca é atualmente o maior negócio do Martins. Ele não revele percentuais, mas, se fossem uma só empresa, os supermercados da Smart seriam o principal cliente da atacadista. O Martins também é o maior fornecedor individual de mercadorias para esses supermercados. (CF)
fonte: Valor Econômico
às 12:10
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