Arquivo de Novembro de 2007

O fim do mérito?

José Pastore*
medalha - medalha
Você é do tempo em que os melhores alunos recebiam condecorações na escola? É do tempo em que os melhores profissionais eram homenageados e promovidos pela empresa? Enfim, é do tempo em que se valorizava o mérito das pessoas?
Eu sou. Ficava com inveja dos coleguinhas de escola que iam para casa com uma medalhinha no peito e procurava estudar com mais afinco para receber a “comenda” no próximo mês. Nas empresas que trabalhei, ficava orgulhoso quando meu trabalho era elogiado. Na semana passada, recebi uma honrosa homenagem da Ordem dos Economistas do Brasil. Foi motivo de grande alegria.
Pois bem. Estou ficando preocupado ao verificar que, em alguns círculos, o hábito de premiação está sendo visto com reservas. Já ouvi gente falando que premiar um é excluir os demais. Para quem pensa assim, seria inadmissível cultivar o mérito porque isso machuca a maioria.
Mais. A busca da eficiência está sendo interpretada como uma estratégia desumana e componente da filosofia neoliberal.
Os advogados dessa filosofia recomendam o “liberô geral”, a generalização das gratificações, a promoção sem mérito, a progressão sem exames. Isso avança em grande velocidade no Brasil, propelido pelo sistema burocrático sindical que se apossou do país. É um absurdo. A última coisa que esperava ver na minha vida era a condenação do mérito. Como ficaremos na hora de competir com os nossos concorrentes? O que vai contar? A competência ou a carteirinha da irmandade? Ah! Brasil. Crie jeito.
fonte: Jornal da Tarde
*Professor da FEA-USP www.josepastore.com.br

1 comentário 27 de Novembro de 2007 às 16:48 admin

Expansão acirra disputa no varejo on-line

e commerce 1 - e commerce 1
Neste Natal, Extra, Ponto Frio, Americanas, Submarino, entre outros, usarão a internet como arma na disputa contra Casas Bahia, Carrefour e Wal-Mart –que não possuem lojas virtuais.
Segundo o e-bit, um instituto de pesquisa de mercado, as lojas virtuais disputam um mercado de R$ 1 bilhão, montante 45% maior que o do mesmo período do ano passado.
Para ter uma idéia, a previsão de venda de todo o setor para 2007 é de R$ 6,4 bilhões, contra R$ 4,4 bilhões em 2006.
“O Natal aumenta em 220% as vendas do último trimestre”, afirma Cláudio Felisoni de Angelo, coordenador do Provar (Programa de Administração do Varejo), ligado à USP.
Estima-se que esse montante represente 2% do faturamento do varejo, incluindo as empresas que não têm lojas virtuais. É pouco, mas o que interessa é o valor de cada compra. “Em média, ele é de R$ 300″, afirma Pedro Guasti, diretor do e-bit. “É bastante alto.”
Segundo ele, os consumidores darão preferência às lojas virtuais na hora de comprar principalmente equipamentos eletrônicos e de informática. Isso porque na internet eles encontrarão produtos inexistentes nas lojas do mundo real.
Além disso, as lojas virtuais já estão concedendo crédito parcelado sem juros, descontos especiais para alguns produtos, promoções e até brindes.
O Extra terá 13 mil produtos à venda no site, contra os atuais 8.000 até o final do ano. “Outro diferencial será a venda em até 12 vezes sem juros”, afirma Caio Mattar, diretor de investimentos do grupo Pão de Açúcar, ao qual pertence o Extra.
Até o estreante Vendapontocom, do grupo Palmarium, entrou nessa disputa. O site, que antes só atendia empresas, agora colocou à disposição 60 mil itens para consumidores finais. “Queremos ser uma alternativa”, afirma o diretor-geral Daniel Pellegrini.
Vários motivos explicam essa explosão das vendas. Segundo a Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), os brasileiros deverão comprar 11 milhões de computadores até o final deste ano, graças à redução de impostos concedida ao setor de informática pelo governo e ao aumento do crédito pelos varejistas. Resultado: 18% dos brasileiros estão conectados à internet. Em 2006, eles eram 15%.
Outro fator decisivo foi o crescimento da renda média da população. Uma pesquisa feita pelo Provar, em parceria com a Canal Varejo, indica que um aumento de R$ 1 na renda aquece em 0,65% as vendas. Além disso, os preços dos produtos na internet tiveram uma queda de quase 7% neste mês.
“Isso devido principalmente à queda do dólar, que jogou o preço dos produtos, especialmente o de eletrônicos, para baixo”, diz Felisoni.
Segundo ele, a maior oferta de crédito também pesa. A cada 1% de aumento do prazo de pagamento (em dias), as vendas crescem 0,49%.
Não é à toa que as redes tradicionais estão avaliando suas metas. Amanhã, a rede Magazine Luiza irá inaugurar um grande centro de distribuição em Louveira (interior paulista), para atender as novas lojas em São Paulo, após a compra dos pontos da Kolumbus.
A Folha apurou que está sendo traçado um novo plano para utilizar o centro de distribuição no abastecimento de uma loja virtual, que será reforçada para o próximo ano. O projeto do Magazine Luiza será acompanhado por uma consultoria americana. Analistas do mercado eletrônico afirmam que São Paulo responde por 35% das vendas realizadas pela internet.
Também para o próximo ano, Wal-Mart, Carrefour e Casas Bahia deverão entrar nesse jogo. O Wal-Mart é o que está em estágio mais avançado. A rede já teria fechado contrato com uma grande empresa de tecnologia que dará suporte a suas vendas pela internet.

1 comentário às 16:37 admin

O Paradoxo do Nosso Tempo

vida - vida
Nós bebemos demais, fumamos demais, gastamos sem critérios, dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e oramos raramente.
Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.
Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos freqüentemente.
Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.
Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.
Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.
Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos.
Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.
Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos menos.
Estamos na era do ‘fast-food’ e da digestão lenta; do homem grande de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias.
Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados.
Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas “mágicas”.
Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa.
Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão por aqui para sempre…
Lembre-se de dar um abraço carinhoso num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer.
Lembre-se de dizer “eu te amo” à sua companheira (o) e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, ame… Ame muito.
Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro.
O segredo da vida não é ter tudo que você quer, mas AMAR tudo que você tem!
Por isso, valorize o que você tem e as pessoas que estão ao seu lado…
Tenha sempre um bom dia, 24 horas do dia, todos os dias!

1 comentário às 16:26 admin

Casas Bahia investe para atrair cliente das classes A e B

bahia - bahia
Depois de patinar no ano passado, a Casas Bahia estima chegar ao final de 2007 com um acréscimo de R$ 1 bilhão no faturamento, alcançando R$ 12,5 bilhões em vendas. “Temos menos de 50 dias para fechar o ano e acreditamos que vamos conseguir ultrapassar a meta”, afirma o diretor-executivo Michael Klein. O executivo atribui metade desse crescimento à abertura de lojas e metade a melhorias no desempenho das unidades já em funcionamento devido a ações como o aumento da linha de produtos com maior valor agregado. Este ano, a empresa inaugurou 36 lojas e outras 17 devem ser abertas até o final de dezembro, encerrando 2007 com 570 pontos-de-venda, 50 a mais que em 2006. Somente no próximo dia 10, nove unidades serão abertas no Espírito Santo, marcando sua entrada no estado. Foi também neste ano que estreou no Mato Grosso. A expansão geográfica deve parar por aí. Pelo menos por enquanto. As 553 lojas da rede estão espalhada por dez estados. A estimativa é abrir cerca de 30 lojas em 2008, mas a entrada no Norte e Nordeste não estão nos planos de Klein no curto prazo. “Ainda há espaço para crescer nos mercados onde já estamos.”Além disso, questões de logística são citadas entre os fatores que justificam a decisão de não entrar no mercado nordestino. Uma das preocupações da varejista é atrair as classes A e B. A empresa vem pesquisando produtos e a forma como esse público gostaria de vê-los expostos nas lojas. “O público A e B está desassistido. Como temos nome junto à indústria, temos crédito para oferecer produtos para esse público”, diz Klein. Uma das estratégias já adotadas para atingir o consumidor de maior poder aquisitivo foi a melhora da linha de móveis. “Mas vamos continuar com o carnezinho e o crediário”, completa para avisar que não vai abandonar as classes C e D, que respondem hoje por 75% de seu público. As vendas com carnê representam 40% do total, com taxa de inadimplência que vem se mantendo entre 10% e 11%. Outros 10% das vendas são feitas à vista e os 50% restantes, por meio de cartão de crédito (próprio e de terceiros). Na capital paulista a varejista deve ganhar nova concorrente. Segundo informações de mercado, o Magazine Luiza teria comprado 35 pontos-de-venda na Grande São Paulo da Lojas Kolumbus. “Prefiro ter lojas boas para concorrer do que lojas que só vendem sonegando. É uma competitividade de igual para igual”, diz Klein. A direção do Magazine Luiza diz que só vai comentar o assunto nesta segunda-feira, quando inaugura seu sexto Centro de Distribuição, em Louveira, interior paulista. Há 15 dias, depois de participar de evento do Grupo de Mulheres Líderes Empresariais (Lidem), a superintendente da rede, Luiza Helena Trajano, afirmou que entrar na capital paulista era um dos desafios da empresa. “Falta foco”, afirmou. “São Paulo é muito grande, tem um mercado diluído, não dá para entrar com cinco ou dez lojas. É preciso ter 40, 50 para ser compensador”. Com a Super Casas Bahia, loja sazonal que chega este ano à sua quinta edição, a varejista espera faturar R$ 80 milhões. O valor, inferior aos R$ 94 milhões da última edição, é justificado por Klein pela duração do evento que este ano vai acontecer durante 38 dias, cinco a menos que em 2006. A Super Casas Bahia começa hoje no Pavilhão de Exposições Anhembi, na capital paulista. A área de 151,6 mil recebeu investimentos de R$ 15 milhões, 15% a mais que no ano passado. Um dos grandes atributos da Super Casas Bahia é ser uma vitrine da varejista.
“As pessoas vêm atrás de novidades e vão às nossas lojas depois para comprar algo que não puderam levar da Super Casas Bahia”. Este ano, a loja sazonal trará 16 mil produtos e 800 lançamentos da indústria. A empresa renovou o contrato com o Anhembi até janeiro de 2012 e estuda a possibilidade de realizar o evento também no Rio de Janeiro.
fonte: Gazeta Mercantil

1 comentário 26 de Novembro de 2007 às 22:36 admin

Varejo muda gestão com experiência global

varejo 1 - varejo 1
A entrada de capital estrangeiro no setor supermercadista nacional, como, por exemplo, a rede francesa Casino dominando os negócios do Grupo Pão de Açúcar e a chilena Cencosud adquirindo a rede baiana GBarbosa, além dos concorrentes globais Carrefour e Wal-Mart, tem influenciado mudanças nos conceitos no varejo brasileiro. Nos próximos anos os consumidores verão muitas das tendências trazidas de fora do País, como atendimento mais personalizado. A comprovação disso já é vista na criação de ambientes fortemente separados por segmento, e, até mesmo, por marca, indicando um conceito de supermercado com ares de loja de departamentos, uma estratégia perseguida pelos supermercadistas para tudo o que diz respeito a não-alimentos. Como afirma o diretor de Comércio Internacional do Grupo Pãode Açúcar, Alexandre Lodygensky, os supermercados seguem uma tendência apelidada de “shopping hiper”, em que os supermercadistas se aproximam das lojas de departamentos, assim como acontece em grandes redes de supermercados internacionais como, por exemplo, na inglesa Tesco. Ontem, o Grupo Pão de Açúcar anunciou uma parceria com a Apple para criar espaços de 40 metros quadrados, dentro das lojas do Extra, para a venda de produtos da fabricante. Nestes espaços, previstos para, inicialmente, serem instalados em 16 lojas da bandeira de hipermercados, os clientes poderão experimentar as facilidades da tecnologia Apple. Esta não é a primeira aposta do Pão de Açúcar em uma marca internacional. Recentemente, o grupo anunciou parceria com a Cherokee, de roupas. Para a chegada da marca de renome mundial muitas mudanças estão sendo feitas no setor de vestuário. “Nestes espaços temos a preocupação de manter um ’self-assistido’, onde o cliente fica à vontade no local mas, se precisar, contará com a ajuda de um atendente especializado”, diz Lodygensky. Para o executivo, a tendência, daqui a alguns anos, é que o interior dos supermercados tenha maior número de espaços segmentados na área de não-alimentos.
O Wal-Mart também segue essa tendência de se aproximar das lojas de departamentos e adotar conceitos externos. A empresa trouxe dos Estados Unidos para o Brasil um conceito batizado de “papa-fila”, um sistema de scanner móvel das compras que é utilizado em caso de grandes filas nos caixas das lojas, principalmente em épocas sazonais, como Natal, Páscoa e Dia das Mães. Nessa situação, um atendente se dirige aos clientes da fila registrando as compras de dentro do carrinho e entrega um cartão ao cliente, com a soma total. Dessa forma, ao chegar no caixa, os clientes não precisam passar as compras pela gôndola: basta entregar o cartão ao cobrador e pagar a conta. As lojas brasileiras também exportam know-how para outros países, como é o caso da fila única. “É a fila de até 30 itens, em que o cliente aperta uma campainha, quando passa mais de cinco minutos esperando. Essa notificação força os funcionários a tomar providências que agilizem o processo de atendimento, uma das quais é lançar mão do “papa-fila”, conta o diretor de Operações do Wal-Mart, Edson Celentano. Segundo o executivo, na fila única de até 30 itens, 80% dos clientes não esperam mais que os cinco minutos prometidos pela varejista. Nos segmento de eletroeletrônicos e vestuário, outra novidade importada. Com um conceito batizado de “mundos”, a gigante norte-americana tem mudado a configuração de suas lojas reunindo produtos de afinidade para melhorar o fluxo dos clientes. “É o caso das áreas de tecnologia e vestuário, por exemplo, que, além de colocarmos juntas uma da outra, estamos posicionando na entrada da loja, para dar maior visibilidade”, conta Celentano. Para ele, a aposta em produtos de tecnologia é uma estratégia acertada, uma vez que esses produtos vêm crescendo muito em vendas nos últimos três anos. “É uma tendência de consumo que estamos vendo em todo o mercado. A tecnologia evoluiu, os preços caíram e, conseqüentemente, a busca aumentou. Sabemos que no Japão é hábito jogar eletrônicos fora e aqui, seguindo essa tendência, isso vai virar praxe também”, afirma o executivo sem abrir números de vendas desses produtos. Segundo Celentano, a atenção da rede é tamanha com relação a esses itens que este é o único setor das lojas que conta com vendedores comissionados e com treinamento específico para atender aos clientes.
Pesquisa Uma pesquisa divulgada pela McKinsey, feita com 300 mulheres brasileiras, revela que os consumidores do Brasil são extremamente apaixonados por comprar roupas, um forte indicador de que adotar o conceito de lojas de departamentos nas redes de supermercados é uma aposta acertada. A pesquisa foi feita apenas com mulheres porque elas exercem alta influência na compra de roupas para toda a família. Segundo a pesquisa, mais da metade dos consumidores dizem usar a maior parte das roupas que eles compram para sair com a família e com amigos. A pesquisa também revelou que os consumidores de vestuário de massa apresentam uma “consciência” fashion. Outro dado importante foi em relação ao uso de crédito. Mais de 60% dos entrevistados acham normal comprar produtos através de crédito. Na Rússia, 24% pensam assim e na China, somente 13%.
fonte:Jornal DCI

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Chilena Cencosud compra a rede de supermercados GBarbosa

cencosud 1 - cencosud 1
A varejista chilena Cencosud anunciou nesta quarta-feira a aquisição da rede de supermercados brasileira GBarbosa. O valor da transação foi de US$ 380 milhões pagos à vista, além de da assunção de uma dívida de US$ 50 milhões, perfazendo um total de US$ 430 milhões.
Segundo a Cencosud –que lidera o setor supermercadista chileno e argentino, a última através da rede Jumbo– informou em comunicado que a aquisição faz parte de seus planos de expansão para a América Latina. A GBarbosa, que tem sede em Sergipe, opera 18 hipermercados, 23 supermercados, 36 farmácias e sete eletroshows em Sergipe, Bahia e Alagoas, com faturamento anual de cerca de R$ 1,9 bilhão e quase 10 mil funcionários. Trata-se da quarta maior rede varejista do país.
Segundo o presidente do Cencosud, Horst Paulmann, a administração da GBarbosa continuará nas mesmas mãos. “Para nós é muito importante que haja continuidade na administração da equipe atualmente encarregada do GBarbosa, que é o básico para nós, que seja o pessoal local que esteja à frente da companhia”, disse.
Fonte: Folha de SP

Nota nossa: ÓTIMA NOTÍCIA PARA O PROFISSIONAL DO SETOR!
As recentes fusões no mercado varejista brasileiro, ceifaram milhares de empregos em razão da duplicidade de pessoal & funções. A própria remuneração vem caindo, face à grande oferta de profissionais disponíveis no mercado. A entrada de mais um grande player é vista como salutar pela Aprovare.

Mauricio.

O Cencosud é um dos grupos de vendas varejistas mais importantes do Chile.
Em 2006, registrou vendas de US$ 5,85 bilhões. O grupo tem uma forte
presença no negócio de hipermercados e supermercados, lojas de departamento
e artigos para construção, entre outras áreas. Também participa em centros
comerciais e de entretenimento.

3 comentários 9 de Novembro de 2007 às 07:15 admin

Proprietários das lojas de “atacarejo” ficam milionários

millionaire - millionaire
Os donos do Assai Atacado ou mesmo do Atacadão não poderiam imaginar, há cerca de três ou anos anos, que suas redes de lojas populares de “atacarejo”poderiam valer tanto dinheiro. Se antes ninguém prestava atenção no “atacarejo”, um formato híbrido de hipermercado que mistura atacado com varejo, agora este é segmento mais cobiçado pelas multinacionais. Este modelo de negócio só existe no Brasil. “Não há nada parecido no mundo, nem no México”, afirma Abilio Diniz, herdeiro e presidente do conselho do Grupo Pão de Açúcar, que acaba de comprar 60% do capital do Assai, uma rede de “atacarejo” que possui 14 lojas no Estado de São Paulo.
Os donos da rede, de origem japonesa, vão receber nada menos do que R$ 207 milhões em dinheiro neste primeiro momento. O Grupo Pão de Açúcar tem o direito de comprar os 40% restantes das ações no prazo de quatro anos. Em abril, o Carrefour pagou aos donos do Atacadão, a maior rede de atacarejo do país, R$ 2,2 bilhões por 100% do capital da rede, que faturou R$ 4,9 bilhões em 2006. O Assai acumula, nos últimos doze meses, vendas de R$ 1,15 bilhão.
Segundo o Valor apurou, o Pão de Açúcar estava em busca de aquisições no setor e chegou a olhar outras duas redes, a Tenda Atacado e o Roldão, mas a empresa não confirma as informações.
Tanto interesse pelo atacarejo tem a sua razão de ser. Enquanto as grandes cadeias se esforçam para conseguir aumentar as vendas dos supermercados, que sequer acompanham a inflação, as lojas de atacarejo crescem dois dígitos.
“As lojas de atacarejo vendem, por metro quadrado, mais do que o dobro do que os supermercados”, afirma Cassio Casseb, presidente executivo do Pão de Açúcar. “O varejo está sempre se modificando. Já estávamos nos preparando para entrar no segmento de atacarejo”, afirmou Diniz. Se a empresa não comprasse o Assai, o grupo estudava criar um modelo semelhante com a marca Extra. O Grupo Pão de Açúcar já decidiu que converterá pelo menos duas lojas que operam com a bandeira CompreBem para a marca Assai. “Em meados de dezembro, vamos anunciar um plano agressivo de conversões para 2008″, disse Casseb. Segundo fontes do setor, Rodolfo Nagai, presidente do Assai, é considerado um dos inventores do “atacarejo” e é um dos executivos que mais entendem deste formato. Nagai continuará à frente dos negócios nos próximos anos com o intuito de transferir expertise para o Grupo de Açúcar. Pelo acordo, o Pão de Açúcar pagará pelos 40% restantes do Assai múltiplos próximos aos que foram negociados neste momento, pelos 60%. Segundo Enéas Pestana, diretor financeiro do grupo, o valor será equivalente a sete vezes a geração - o lajida - ou 30% das vendas brutas se a margem lajida atingir o patamar mínimo de 4,6% das vendas.
fonte: Valor Econômico

Adicionar comentário 8 de Novembro de 2007 às 07:04 admin


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