Arquivo de Fevereiro de 2007
Um dia desses conversando com um amigo sobre os graves problemas de insegurança enfrentados pelos cidadãos brasileiros, chegamos a conclusão de que não há nada ocorrendo hoje que alimente ou justifique a esperança de um futuro melhor.
Após algumas calorosas discussões, chegamos, infelizmente a um triste consenso: a saída que garante um futuro seguro é Cumbica - pelo aeroporto internacional de Guarulhos. Ou é isso, uma ação individual de cada um, ou a outra e única opção é exigir do governo ações imediatas. A educação é sem dúvida a semente necessária para que esse futuro, mesmo que distante, ocorra e garanta a nossos filhos e netos um país justo e seguro.
A solução coletiva passa pela recuperação de valores perdidos, como patriotismo, respeito ao próximo, amor à vida e à natureza. Isso não se adquire por outro meio que não a educação. Ou é isso, ou o colapso, a convulsão e o caos social - que já começam a dar sinais de combustão nos faróis e cruzamentos, nas portas de nossas casas e escolas.
Mauricio.
27 de Fevereiro de 2007 às 14:16
admin

Engana-se quem acha que bem-estar é uma sensação isolada que dependa de uma ou outra atitude e que ela simplesmente trará essa boa sensação ao nosso dia-a-dia.
Todos sabemos que precisamos de um certo equilíbrio no cotidiano, mas poucos de nós realmente descobrirão como encontrar.
O caminho para o bem-estar, aí entramos direto na realidade de nossas vidas executivas, passa por uma série de pontos. O mais interessante é que grande parte do que podemos fazer é absolutamente simples, de fácil acesso e início para todos.
Por exemplo, você acha que poderá se sentir melhor e produzir mais na sua rotina estressante de 14 horas por dia somente quando finalmente conseguir retomar aquele futebol ou aquelas partidas de tênis que costumava praticar a alguns anos. Quando conseguir trabalhar menos, quando mudar de emprego, quando não enfrentar mais 3 horas de trânsito por dia e mais uma dezena de “quando”.
Engano seu.
Você pode começar com 3 minutos diários de simples alongamentos para braços e pernas quando chegar ao seu escritório, ou após o trânsito infernal antes de iniciar sua batalha diária.
Pode se alimentar melhor pela manhã. Mesmo que não consiga tomar um bom e calmo café da manhã, tente se alimentar uma ou duas vezes antes do seu almoço. Barras de cereais, bolachas de fibras e iogurtes são ótimas e rápidas opções. Além disso, água durante todo o dia é obrigação.
Pode melhorar a posição de sua cadeira, já reparou se fica muito distante ou muito acima dos teclados do seu computador? Estar com a coluna ereta e braços semi-flexionados seria o ideal.
Pode se “dar o direito” de por rápidos 8 ou 10 minutos ler o jornal ou seu livro que nunca consegue terminar. Um brake no meio do dia pode proporcionar renovação e evitar aquele momento eminente de explosão.
Pode evitar aquele jantar pesado e dormir logo em seguida.
Pode alternar aquela alimentação pesada e gordurosa com refeições leves e saudáveis pelo menos 2 vezes por semana.
Pode, deve e mais importante entre todas as outras dicas, ensinar seus filhos as mesmas práticas!
Obviamente que não pára por aí, um passo posterior a essas dicas seria o início de uma atividade física com acompanhamento profissional e que efetivamente atenda ao propósito do bem-estar.
Uma pesquisa realizada pelo Instituto Runner de Ensino e Pesquisa feita com 13.347 pessoas –6.070 homens e 7.277 mulheres– apontou que 24,26% das pessoas que procuram uma atividade física querem perder gordura. Outros 22,54% procuram as academias para melhorar o condicionamento físico; 18,63%, para aumentar a massa magra e 14,26%, pelo bem estar.
Ou seja, apenas 14,26% dos entrevistados entendem que atividade física é um dos pilares do bem-estar.
Seja como for, começando pelo seu dia-a-dia, procurando uma boa academia ou retomando o futebol, procure seu equilíbrio. Busque um bem-estar mínimo e perceberá os benefícios e ganhos em sua produção e felicidade.
Juliano Russo - Aprovare
13 de Fevereiro de 2007 às 10:41
admin

Nos últimos meses temos assistido, principalmente na mídia, um verdadeiro frenesi em relação ao excelente desempenho dos índices do comércio eletrônico no país (+79%*1). Quando comparado ao fraco desempenho do comércio físico tradicional (+3,2%*2), a diferença se torna ainda mais gritante e gera uma sensação de que atravessamos um momento de ruptura, aonde nada do que se fazia antes tem valor no novo modelo.
Essa não é exatamente uma verdade absoluta. As condições no Brasil são bastante singulares se comparado aos outros países.
A (felizmente) extinta lei que instituiu a reserva de mercado para produtos de informática (1984-1992), aliada à queda do poder aquisitivo da população nos sucessivos planos econômicos, gerou o que chamamos de déficit de inclusão digital.
Esse déficit passou a ser corrigido desde o fim da década passada, e esse crescimento registrado agora se dá por uma matriz de quatro fatores combinados entre si, o que o diferencia do desempenho dos demais setores da sociedade.
Fator 1 - Acessibilidade, o que não tem nada a ver com portabilidade (que ocorre em países como Japão, Coréia, Estados Unidos). Até o ano passado, segundo pesquisa do Comitê gestor da internet no Brasil, 55% da população brasileira nunca havia utilizado um computador, e 68% nunca havia acessado a internet. Ocorre que as empresas estão cada vez mais informatizadas (a mesma pesquisa mostrou que 98,76% das empresas haviam usado computadores nos últimos 12 meses), criação dos telecentros, dos cybercafés e lan-houses, e mais recentemente ao projeto do PC popular, que tirou do comércio ilegal o monopólio de computadores baratos, aliando a esse tipo de bem o financiamento em larga escala. Portanto, de uma forma ou de outra, a população passou a ter mais acesso aos computadores;
Fator 2 – A penetração da internet. A aceleração no tempo de sucateamento dos equipamentos (que são disponibilizados ao mercado de usados), passou a permitir à população de menor poder aquisitivo, acesso a computadores de maior velocidade e compatibilidade com os navegadores de internet;
Fator 3 - O movimento de competição entre os provedores de acesso à internet de alta velocidade (banda larga), que gerou queda nas tarifas e conseqüente aumento da sua utilização. O Brasil é vice-campeão mundial em tempo de navegação per capita.
Fator 4 – Por último, mas não menos importante, dentro desse universo de internautas, existe a própria experiência de compra que vem se disseminando, em razão do incremento na percepção de segurança nas transações online, a compra pela internet está começando a ser popular como o ato de utilizar um caixa eletrônico.
Dessa forma podemos dizer que a alavancagem do comércio eletrônico, não obstante a sua base pequena, é vitaminada por diversas frentes, e isso sim, a torna diferente do desempenho do comércio físico.
Mauricio Grandeza - Aprovare
6 de Fevereiro de 2007 às 10:26
admin
O Carrefour, maior empresa de varejo do Brasil possui cerca de 45.000 funcionários, distribuídos em 82 hipermercados e 112 supermercados em 11 estados brasileiros.
A população carcerária, só no estado de SP, é de aproximadamente 126.000 detentos em penitenciárias, dos quais só 30.000 realizam algum tipo de trabalho remunerado, seja ele interno ou em regime semi-aberto.
Portanto, podemos imaginar que seria possível operar 230 hipermercados e 314 supermercados com a população de detentos existente só no estado de SP, ou seja, quase 3 empresas do porte do Carrefour Brasil.
Esse número por sí só já é assustador, para piorar, ele aumenta a cada ano. Com um crescimento vegetativo de 7% ao ano dessa população (extinção de penas e novas condenações), multiplicado a um custo mensal de R$686 por preso, temos quase R$87 milhões/mês. Considerando-se uma inflação projetada para esse ano de 3%, concluímos que o problema cresce a 10% ao ano. Ou seja, esse pesado custo social irá dobrar em 10 anos.
Certamente a ociosidade do detento, aliada ao despreparo no retorno ao convívio social são fatores preponderantes no atual índice de reincidência que gira em torno de 53%. Fazer algo de forma urgente, para baixar esse índice faria uma grande diferença ao longo dos anos.
É nítida a percepção de que as políticas públicas de Repressão (e reclusão) aos criminosos são ineficazes. Por outro lado, as políticas de inclusão educacional, social e econômica também são falhas.
O governo, inchado e ineficiente tem que aprender a priorizar suas ações, “cortar na carne” como se diz. Antes do desejado, mas não conveniente, custeio da universidade pública gratuita (que poderia ser substituído pelo crédito educativo), ao financiamento direto à pesquisa acadêmica pura, ao programa espacial brasileiro, ao envio de satélites espaciais, é preciso plantar nosso futuro e congelar gastos públicos, perseguir aumento de produtividade na máquina estatal e em contrapartida garantir à 100% das nossas crianças acesso à educação, à alimentação, à cultura, à saúde, à dignidade. Essas mesmas crianças que, privadas desses direitos, serão recrutadas pelo varejo criminoso de drogas, armas, sexo e violência.
São medidas imediatas, que devem ser tomadas agora. E, quem sabe, dentro de 10 ou 15 anos, nossos filhos e netos poderão viver num pais mais justo e tranqüilo.
Mauricio.
às 09:32
admin